Promotoria quer saber se o ex-marido de Dárcy Vera desviou ou lavou dinheiro público na negociação de 24 lotes
Investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) apontam que Mandarin Sonfélix de Almeida Cerqueira, ex-marido de Darci Vera, recebeu 24 lotes de uma imobiliária suspeita em Sertãozinho. A principal suspeita é de desvio ou lavagem de dinheiro público.
Patrimônio milionário e lotes suspeitos
O GAECO estima que o patrimônio de Mandarin Sonfélix chega a milhões. De 79 lotes de uma área industrial em Sertãozinho, 24 foram parar nas mãos dele, por meio da empresa Murimax. A área, já com asfalto e iluminação, possui lotes entre 1.000 e 1.700 metros quadrados, avaliados entre R$ 250 e R$ 300 por metro quadrado, segundo o corretor Antônio Marcos Mello. O que chama atenção é a ausência de movimentação financeira registrada na transação.
Negócios sem registro e suspeitas de lavagem de dinheiro
Mandarin Son alegou ter recebido os lotes como pagamento por serviços prestados ao empresário Ricardo Massaro. A Polícia Federal e o GAECO realizaram buscas na casa de Massaro. A investigação se aprofunda sobre a origem do dinheiro usado por Mandarin Son em três empreendimentos imobiliários, todos sem registro público e imobiliário, nem em órgãos fiscais, levantando suspeitas de ocultação de valores ilícitos e lavagem de dinheiro. O promotor Frederico Camargo, do GAECO, afirma que a falta de registro é uma forma de ocultar valores de origem ilícita.
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Investigações em andamento
Mandarin Son declarou ao GAECO que os terrenos são pagamento de dívida. A reportagem da IPTV tentou contato com Mandarin Son e Ricardo Massaro, sem sucesso. As investigações sobre a origem dos recursos e as circunstâncias da negociação seguem em andamento.



