Três pessoas foram presas em Franca; alvo é quadrilha especializada em roubo e receptação de cargas, além de lavagem de dinheiro
Nesta quinta-feira, a Operação Mercúrio resultou em prisões, buscas e apreensões, atingindo um esquema de roubo de cargas, lavagem de dinheiro e receptação. O Ministério Público espera expandir as investigações para alcançar outros envolvidos.
Prisões e Apreensões em Franca
Em Franca, três empresários da mesma família foram presos. Eles são suspeitos de integrar um grupo que utilizava empresas fantasmas em suas operações. A operação, que durou dez meses, cumpriu 45 mandados de prisão preventiva, 48 de prisão temporária e mandados de busca e apreensão em 11 estados. O Ministério Público bloqueou R$ 40 milhões e 200 veículos dos envolvidos.
A Estrutura da Organização Criminosa
De acordo com o promotor Adriano Bazzola, do Gaéco de Uberlândia, a investigação apontou o uso de veículos apreendidos para o branqueamento de capitais oriundos da venda de cargas roubadas. A organização criminosa possuía núcleos distintos: um operacional (responsável pelos roubos), e um de intermediários (que conectavam os ladrões aos receptadores).
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Desdobramentos e Investigações Futuras
O promotor Fabrício José da Fonseca afirma que a operação Mercúrio deve gerar novos desdobramentos, incluindo mais mandados de busca e apreensão e prisões. As investigações podem revelar outros crimes, como crimes fiscais e tributários. A defesa dos três empresários presos em Franca alega que o envolvimento deles se limita à compra de materiais de construção em nome da rede de postos, negando participação no esquema de roubo de cargas. Um pedido de habeas corpus já foi impetrado.
As investigações da Operação Mercúrio continuam, prometendo trazer à luz mais detalhes sobre essa complexa organização criminosa e seus ramificações.



