Estão sendo investigados Marcelo Gir Gomes, Sandro Rovani, Ana Claudia Silveira Neto e Paulo Roberto Nogueira
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) pediu à Justiça a condenação dos réus envolvidos na Operação Holden, uma das fases da Operação Civandija, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro em Ribeirão Preto.
Pedidos do Ministério Público
Os promotores solicitaram a condenação de Marcelo Girgomes, Sandro Rovane, Ana Cláudia Silveira Netto, Paulo Roberto Nogueira e a utilização dos bens dos réus para reparar o patrimônio público, estimado em mais de R$ 3 milhões. A quantia corresponde a bens apreendidos ou bloqueados durante a operação, incluindo imóveis, veículos e valores em bancos. O Ministério Público detalhou os valores de reparação por réu: R$ 1,021 milhão para Sandro Rovane, Marcelo Girgomes e Ana Cláudia Silveira Netto, e R$ 220 mil para Paulo Roberto Nogueira.
Defesas dos Réus
As defesas apresentaram diferentes argumentos. O advogado de Paulo Roberto Nogueira, Ulisses Castro Tavares Netto, alegou que seu cliente não tem ligação com os crimes investigados na Operação Civandija, afirmando que apenas fez um favor a Sandro Rovane. A defesa pretende requerer o desbloqueio dos bens de Nogueira e sua retirada do processo. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Marcelo Girgomes. Já o advogado Júlio Mocin, que defende Sandro Rovane e Ana Cláudia Silveira, argumentou que os bens já foram perdidos na sentença condenatória do núcleo dos honorários, onde Rovane já foi condenado em primeira instância. Rovane, em depoimento anterior, afirmou ter entregue cheques a Girgomes antes de sua prisão, alegando que o dinheiro se tratava de honorários advocatícios.
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A Operação e seus Desdobramentos
A Operação Roldini, deflagrada em maio de 2022, apontou um esquema de lavagem de dinheiro articulado mesmo após a Operação Civandija (setembro de 2016). A acusação aponta Sandro Rovane como responsável por movimentar cerca de R$ 1 milhão por meio de estratégias de lavagem, provenientes de propina relacionada à condenação da ex-prefeita, que recebeu 18 anos de prisão. Os memoriais da acusação foram entregues à Justiça na última sexta-feira.
O caso segue em andamento na Justiça, aguardando a decisão sobre os pedidos do Ministério Público e as defesas apresentadas pelos réus.



