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Gaeco prende cinco suspeitos de negociar a liberdade de criminosos

Entre os detidos pela Operação Coiote estão dois advogados e um funcionário do Fórum
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Entre os detidos pela Operação Coiote estão dois advogados e um funcionário do Fórum

Entre os detidos pela Operação Coiote estão dois advogados e um funcionário do Fórum

A operação Coyote, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta quinta-feira, investiga crimes como associação criminosa, extorsão, exploração de prestígio, corrupção passiva, falsificação de documentos, violação de sigilo profissional, entre outros.

Presos e seus envolvimentos

Entre os presos estão dois estudantes de direito, dois advogados (Marco Antonio Zacarias e Ana Paula Vargas de Melo, ex-coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da OAB em Ribeirão Preto), e um funcionário do Fórum. Segundo o promotor Frederico Camargo, em coletiva de imprensa, o grupo extorquia pessoas implicadas em investigações e seus familiares, prometendo benefícios na justiça em troca de propina. Eles usavam nomes do Gaeco e do Tribunal de Justiça para ludibriar as vítimas.

Modus Operandi e Extorsão

O grupo entrava em contato com familiares de investigados, fazendo ameaças e atribuindo crimes falsos. Em seguida, prometiam resolver a situação judicial mediante pagamento de propina, que variava de R$ 2.000 a R$ 35.000, dependendo da gravidade do caso. Pelo menos 10 pessoas teriam sido vítimas. Além disso, o grupo vendia falsas promessas de contatos com desembargadores e outras autoridades para aliviar a responsabilidade penal dos investigados. Eles também forjavam implicações criminais, criando conversas ou documentos falsos para incriminar inocentes.

Resultados da Operação e Próximos Passos

Durante as buscas, foram apreendidos R$ 15.000, maconha, uma arma de uso restrito, crachás falsos do Tribunal de Justiça de São Paulo, carimbos, habilitação falsa e outros documentos. O Gaeco tomou conhecimento das ações do grupo por meio de uma denúncia anônima. Parentes de réus da operação Cévandija teriam sido abordados pelos suspeitos. Um servidor da quarta vara criminal de Ribeirão Preto, que auxiliava na falsificação de documentos judiciais, também foi preso. Os presos foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória e cumprirão prisão temporária de cinco dias. O Gaeco ouvirá os presos na segunda-feira, além de 20 testemunhas.

As defesas de Zacarias e Ana Paula alegam desconhecer os motivos da prisão e negam qualquer envolvimento no esquema. Zacarias afirma estar à disposição da justiça para prestar esclarecimentos.

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