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Gaeco prende diretor e dono da Seleta por irregularidades em Ribeirão Preto

MP encontrou problemas no serviço de coleta de lixo em várias cidades; ao todo, 15 mandados de prisão foram expedidos
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MP encontrou problemas no serviço de coleta de lixo em várias cidades; ao todo, 15 mandados de prisão foram expedidos

MP encontrou problemas no serviço de coleta de lixo em várias cidades; ao todo, 15 mandados de prisão foram expedidos

Operação Purgamento Desmantala Esquema de Fraudes em Licitações de Coleta de Lixo

Uma operação conjunta resultou na prisão de diversas pessoas envolvidas em um esquema de fraude em licitações de coleta de lixo em cidades de São Paulo e Minas Gerais. A ação, batizada de Operação Purgamento, cumpriu 15 mandados de prisão, 44 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva.

Prisões e Investigações

Entre os presos estão Jorge Saquinetto, dono da Celeta (empresa responsável pela coleta de lixo em Franca e outras cidades), e Fernando Gonçalves de Oliveira, funcionário da mesma empresa. Ambos foram detidos em Ribeirão Preto e encaminhados para a Central de Flagrantes. Também foram presos o engenheiro Mateus Dutramunhos (Patrocínio Paulista) e Claudio Isalino (Batatais), ambos funcionários da Celeta. Após depoimentos em Franca, foram encaminhados para a cadeia da cidade. O prefeito de Passos (MG), Ataíde Vilela, também foi preso, com outros oito mandados de prisão preventiva e doze de busca e apreensão cumpridos na cidade mineira. As investigações começaram após suspeitas de fraudes em licitações, com simulações de disputas para favorecer a Celeta. O promotor Frederico de Camargo afirmou que o esquema envolvia a manipulação de licitações em diversas prefeituras do interior paulista e mineiro.

Prejuízos e Próximos Passos

Embora o valor total do prejuízo ainda esteja sendo calculado, o promotor destacou um contrato de R$ 15 milhões em Barretos, com suspeita de fraude na licitação para o serviço de coleta de lixo. A investigação aponta para irregularidades em contratos da Celeta com a prefeitura de Passos (MG), onde as investigações se concentram há mais de um ano. A Justiça de Minas Gerais bloqueou R$ 11 milhões da Celeta. O Gaeco investiga a participação de outras empresas em conluios para fraudar licitações. Os advogados dos presos ainda não se manifestaram oficialmente sobre as acusações.

A operação Purgamento representa um duro golpe contra empresas que fraudam licitações de coleta de lixo, impactando significativamente as finanças públicas e a prestação de serviços essenciais em diversas cidades.

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