Outros nove mandados de prisão foram cumpridos na manhã desta terça em Ribeirão Preto, Franca e Barretos, entre outras cidades
Na manhã desta terça-feira, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público cumpriu dez mandados de prisão, incluindo o do prefeito de Miguelópolis, Juliano Mendonça Jorge. A operação foi determinada pela Procuradoria-Geral da Justiça.
Detalhes da Operação
Juliano Mendonça Jorge foi detido em sua residência no início da manhã. Os demais presos são responsáveis por departamentos e licitações municipais, com seus nomes a serem divulgados após as apreensões. Segundo o promotor Paulo Radunz, do GAECO de Franca, os suspeitos são acusados de fraudar licitações em diversos setores, operando um esquema de superfaturamento. A investigação é conduzida pela Procuradoria-Geral de Justiça e pelo GAECO.
Abrangência da Operação
Os mandados foram cumpridos em Miguelópolis, Guaíra, Barretos, Esquilfretos, Ibirá, Franca, Pedregulho, Tirapuã e Iguaíra. As investigações se concentram na prefeitura de Miguelópolis, mas buscas também foram realizadas em um imóvel no centro de Ibirá, pertencente à mãe do prefeito, para recolher documentos.
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Resposta da Prefeitura
A assessoria de imprensa da prefeitura de Miguelópolis informou que está colaborando com as investigações e aguarda um parecer detalhado do Ministério Público para esclarecer os fatos à população. Esta ação é um desdobramento da Operação Qi, deflagrada pelo GAECO e pela Polícia Civil de Ribeirão Preto em junho do ano passado, que comprovou fraudes em licitações para processos seletivos e concursos públicos em diversas cidades da região.
Desdobramentos da Operação Qi
Dos 29 envolvidos na Operação Qi, seis permanecem presos desde junho de 2015. Sete dos que estão em liberdade firmaram acordos de delação premiada com o GAECO, homologados pela justiça, com seus processos suspensos. Outros dois que se propuseram a colaborar com as investigações não tiveram o mesmo benefício por terem mentido. Um processo foi instaurado na terceira vara criminal de Ribeirão Preto, com uma audiência remarcada para abril devido ao grande número de testemunhas.
O esquema, de acordo com dados do Ministério Público, causou um prejuízo estimado entre R$ 2 milhões e R$ 600 mil em contratos e propinas a agentes públicos.
As autoridades seguem investigando o caso para apurar todas as responsabilidades.



