Investigação tem o apoio do Ministério Público, Polícia Civil e Ambiental, e Corpo de Bombeiros
Após mais de uma semana do incêndio que devastou a zona sul de Ribeirão Preto, deixando um rastro de destruição e cinzas pela cidade, a investigação busca respostas e responsabilizar os culpados.
Incêndio criminoso de grandes proporções
O incêndio, considerado criminoso, consumiu uma área equivalente a 500 campos de futebol, atingindo vegetação nativa, áreas de preservação permanente e plantações de cana-de-açúcar. A Promotoria do Meio Ambiente lidera as investigações, contando com a colaboração da Polícia Civil, Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros.
Investigação em andamento e novos focos
A promotora do Gaema, Claudia Abibi, relatou que as investigações incluem imagens de veículos e pessoas envolvidas nos incêndios, que ocorreram em seis ocasiões consecutivas. Apesar da repercussão do caso e das campanhas de conscientização, um novo incêndio foi registrado na última sexta-feira, mas prontamente contido graças ao monitoramento preventivo. Outro caso, envolvendo uma pessoa que alegou ações de cunho religioso, também está sendo investigado.
Leia também
Números alarmantes e a busca por justiça
Os registros de incêndios em Ribeirão Preto triplicaram em 2023 em comparação com 2022, segundo a promotora. O Inpe registrou quase 9.400 focos de incêndio este ano, contra 3.400 no ano passado. A ênfase está na punição dos responsáveis e na busca por entender as causas desse aumento significativo. As autoridades trabalham em conjunto para elucidar todos os casos, contando com a colaboração da população.
A situação demonstra a gravidade dos incêndios criminosos e a urgência em combater essa prática, colocando em risco o meio ambiente e a segurança da população. A investigação segue em andamento, com a esperança de que os responsáveis sejam identificados e punidos, e que medidas preventivas sejam tomadas para evitar novas tragédias.



