Em 8 dias, grupo já assaltou três lojas; última ação aconteceu na madrugada desta segunda-feira (1º) no bairro Jardim Irajá
Em Ribeirão Preto, a gangue da Marcha-ré tem causado terror entre comerciantes. A violência dos criminosos, que utilizam carros para invadir lojas, resultou em prejuízos significativos e um clima de insegurança generalizada.
Assaltos em série no Jardim Irajá
Na madrugada de ontem, uma loja de roupas no Jardim Irajá foi alvo da gangue. De acordo com a proprietária, Helena Rosina Câmara, cerca de 180 a 200 peças de roupa foram levadas. Este é o quarto assalto que a loja sofre, apesar dos investimentos em segurança, incluindo portas de aço, alarmes e câmeras modernas. A comerciante afirma que a única solução viável seria contratar um segurança particular, custo inviável na atual situação econômica.
Comerciantes se unem em busca de segurança
A insegurança não se limita ao Jardim Irajá. No Boulevard, outros comerciantes relatam ataques semelhantes. Em menos de uma semana, duas lojas foram vítimas da gangue, com prejuízos que ultrapassam R$ 100 mil em um dos casos. Amedrontados, muitos comerciantes fecharam seus negócios, enquanto outros criaram grupos de WhatsApp para se comunicar e monitorar a região. A comerciante Andressa Peloso relata que, devido à insegurança, ela e outros comerciantes monitoram as câmeras de segurança até mesmo nos finais de semana.
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Polícia investiga e busca soluções
A Polícia Civil investiga os casos e suspeita que os crimes foram cometidos pelo mesmo grupo. A Polícia Militar afirma que intensificará o policiamento na região do Boulevard e do Jardim Irajá, com base nos registros de ocorrências. Gian Alves, coordenador de direito criminal da OAB, destaca a importância de combater a comercialização dos produtos roubados pela internet, pois isso incentiva a prática desses crimes. A compra de produtos roubados também configura crime. A situação exige uma ação conjunta entre comerciantes, autoridades e a população para garantir a segurança e a tranquilidade da região.



