Professora de química ambiental da USP de Ribeirão, Lúcia Campos cita presença de nitrogênio e material particulado
A qualidade do ar em Ribeirão Preto, segundo medições da CETESB, encontra-se classificada como ruim devido às partículas pesadas em suspensão. Já as partículas finas apresentam qualidade moderada, um pouco melhor que as maiores.
Medições da Qualidade do Ar e seus Impactos
O gerente da CETESB, Tavoel Cano, explicou o processo de medição da qualidade do ar. A professora Lúcia Campos, de química ambiental da USP de Ribeirão Preto, detalhou os impactos da fumaça oriunda das queimadas na Amazônia, Pantanal e região, que formam uma névoa persistente no horizonte. Essa camada de mistura, normalmente invisível, torna-se visível devido à alta concentração de poluentes, incluindo material particulado e dióxido de nitrogênio (um gás marrom).
Impactos na Saúde e Meio Ambiente
A professora Campos explica que as partículas finas geradas pelas queimadas penetram profundamente no sistema respiratório, causando dificuldades na troca gasosa e potencialmente doenças graves, como câncer. Esses materiais particulados carregam substâncias orgânicas com potencial cancerígeno, afetando inclusive células do fígado e pulmão. Além disso, a queimada produz ozônio na baixa troposfera, um oxidante forte que causa inflamação no aparelho respiratório, agravando problemas respiratórios, principalmente em crianças.
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Prevenção e Cuidados
Para melhorar a qualidade do ar e a saúde da população, a professora destaca a importância da prevenção de incêndios, com ações efetivas de combate e investimento em recursos como helicópteros. Recomenda-se também a adoção de medidas como hidratação, evitar exercícios físicos extenuantes ao meio-dia (período de maior radiação solar e formação de ozônio) e o uso de máscaras em dias com alta poluição.


