Com a gasolina sendo vendida, em média, a R$ 5,28 e o etanol a R$ 3,75, o derivado do petróleo é mais recomendável
Uma pesquisa recente da ANP (Agência Nacional do Petróleo) revelou os preços médios dos combustíveis em algumas cidades do interior paulista. Em Ribeirão Preto, a gasolina custou em média R$ 5,28 e o etanol R$ 3,75, representando 71,2% do preço da gasolina. Em Franca, os valores foram semelhantes: R$ 5,12 para a gasolina e R$ 3,74 para o etanol (71,9% do preço da gasolina). Já em Barretos, a gasolina atingiu a média de R$ 5,43 e o etanol R$ 3,71 (66,48% do preço da gasolina).
O que compensa: etanol ou gasolina?
De acordo com Fernando Roca, presidente do Núcleo de Postos de Ribeirão Preto, quando o preço do etanol se aproxima de 70% do preço da gasolina, o mais vantajoso é abastecer com gasolina. Isso se deve à maior potência que proporciona ao motor e à menor presença de umidade. Para calcular na hora, o consumidor deve multiplicar o preço da gasolina por 0,7. Se o resultado for menor que o preço do etanol, compensa abastecer com etanol; caso contrário, com gasolina.
Cenário futuro dos combustíveis
Roca aponta diversos fatores que influenciam os preços, como a redução na produção de petróleo pela OPEP e a safra de cana. Tradicionalmente, a safra de cana-de-açúcar resulta em preços mais baixos para o etanol, mas isso não tem sido observado nos últimos anos. O etanol tem acompanhado de perto a variação do preço da gasolina, perdendo sua competitividade. Com o fim da safra (previsto para setembro ou outubro), espera-se um aumento no preço do etanol. Além disso, a reoneração de combustíveis prevista para 1º de julho pode resultar em um aumento de aproximadamente R$ 0,34 por litro, somando-se a outros possíveis reajustes. A expectativa é de que a gasolina ultrapasse os R$ 6,00 caso não haja redução por parte da Petrobras.
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Apesar da previsão de aumento, a possibilidade de redução de preços pela Petrobras e o incentivo governamental à produção de carros populares são fatores que podem influenciar o mercado. A situação é complexa, com diversas variáveis em jogo, tornando difícil prever o cenário futuro com precisão. A falta de repasse integral das reduções de preços pelas distribuidoras aos postos revendedores também agrava a situação, prejudicando o consumidor.



