Os aumentos somam quase 9%; preço do litro varia de R$ 3,99 a R$ 4,17
Em março de 2019, a Petrobras anunciou o quinto aumento no preço da gasolina em apenas um mês, elevando o custo em quase 9%. O primeiro aumento ocorreu em 1º de março, com o preço subindo de R$ 1,68 para R$ 1,79 até o dia 15 do mesmo mês, apenas nas refinarias.
Reajustes sucessivos e impacto nos consumidores
Os aumentos foram sucessivos: R$ 1,72 em 8 de março, R$ 1,75 em 12 de março e R$ 1,77 em 13 de março. Este cenário afetou diretamente motoristas como Danilo Bortoloso, que utiliza o carro diariamente para trabalho e precisa manter o tanque cheio. Apesar de preferir o etanol por ser mais econômico, os reajustes neste combustível também o preocupam, impactando seus custos operacionais.
Impacto em diversos setores e perspectivas futuras
O aumento médio nos últimos 30 dias foi de 6% na gasolina e 8% no diesel, segundo o Sindipetro-SP. Fernando Fonari, representante do sindicato, explica que o repasse dos aumentos aos postos varia de acordo com o estoque de cada um. Em alguns locais, o reajuste já foi aplicado integralmente, enquanto outros ainda o farão gradualmente. O professor André Luiz Correia, da Unesp, destaca a complexidade dos fatores que influenciam o preço da gasolina, incluindo a safra de etanol, o preço do açúcar, o mercado internacional de petróleo e a taxa de câmbio.
Leia também
A Petrobras repassa os custos sem absorver as variações, impactando diretamente o orçamento de trabalhadores como Valdir Rogi, que precisa economizar em outras áreas para compensar o aumento do combustível. Desde julho de 2017, com a nova política de preços da Petrobras, a gasolina acumula alta de quase 40%. A adaptação a essa realidade exige que os consumidores busquem alternativas para economizar, como comparar preços em diferentes postos e até mesmo reduzir gastos em outras áreas.



