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Gastos públicos e privilégios corporativos travam crescimento da economia brasileira

Análise aponta que corporativismo nos três poderes e custo recorde do Judiciário elevam o Custo Brasil; expectativa de queda da Selic permanece para março.
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Análise aponta que corporativismo nos três poderes e custo recorde do Judiciário elevam o Custo Brasil; expectativa de queda da Selic permanece para março.

O abandono da austeridade fiscal pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário tem prejudicado a produtividade nacional e elevado o “Custo Brasil”. O Congresso Nacional, embora eleito com viés conservador, saltou as emendas parlamentares de R$ 5 bilhões para R$ 61 bilhões. Esse movimento de expansão de gastos, somado a lobbies setoriais, gera insegurança jurídica e distorce o cenário econômico para investidores.

Dados do Banco Mundial revelam que o Judiciário brasileiro é o mais caro do mundo, consumindo 3,4% do PIB, contra 1,5% da média da OCDE. A manutenção de benefícios que superam o teto constitucional, mesmo sob contestação no STF, reforça o espírito corporativista que trava o desenvolvimento. Especialistas defendem que a transparência desses gastos é a única via para que o cidadão pressione por mudanças e vote com mais consciência.

Apesar do cenário fiscal turbulento, projeta-se uma queda sustentável da taxa Selic a partir da reunião do Copom em março. A expectativa é que os juros básicos terminem o ano abaixo de 12%, podendo chegar a 10% no próximo período caso haja disciplina fiscal. A redução sustentada dos juros depende, no entanto, do fim dos privilégios e de um foco maior no bem comum em detrimento de interesses de grupos específicos. Ouça acima o coluna CBN Economia desta semana.

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