Além de terem sentimentos, os pets necessitam de cuidados especiais, espaço adequado e qualidade de vida; Gelson Genaro comenta
Adotar um animal de estimação, Gato, cachorro, coelho… eles são fofos, mas na hora de adotar é preciso pensar em detalhes!, seja um cão, um gato ou outro pet, exige uma reflexão cuidadosa e responsabilidade. O médico veterinário Dr. Gelson Genério alerta que esses animais não são objetos descartáveis, mas seres que estabelecem vínculos afetivos profundos com seus tutores e possuem sentimentos. Segundo ele, esse laço é comparável a uma relação familiar, o que torna o abandono uma atitude grave, prevista em lei e considerada crime, conforme a Lei nº 9.605/1998, que prevê multa e prisão para quem abandona animais.
O abandono de animais, além de ser um problema legal, representa um desafio ambiental, social e veterinário de grande magnitude. A Organização Mundial da Saúde estima que existam cerca de 30 milhões de cães e gatos abandonados nas ruas, o que evidencia a dimensão do problema. Dr. Gelson destaca que a decisão de adotar ou comprar um animal deve ir além do impulso momentâneo, pois envolve um compromisso de longo prazo.
Responsabilidade e cuidados básicos: O veterinário enfatiza que o cuidado com um pet envolve aspectos financeiros e de tempo. Alimentação adequada, vacinação regular, vermifugação, higiene e itens básicos como coleira, guia e caixa de transporte são necessários para garantir o bem-estar do animal. As vacinas, por exemplo, devem ser aplicadas durante o primeiro ano de vida e recebidas anualmente como reforço ao longo da vida do pet.
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Além disso, a disponibilidade de tempo para cuidar do animal é fundamental. Cães, especialmente os de médio e grande porte, precisam de passeios frequentes, idealmente duas vezes ao dia, para gastar energia e manter a saúde física e mental. Filhotes e cães jovens são mais ativos e demandam ainda mais atenção e estímulos, semelhantes às necessidades de uma criança.
Abandono dentro e fora de casa
Dr. Gelson alerta que o abandono não ocorre apenas quando o animal é deixado na rua, mas também pode acontecer dentro de casa, quando o pet é negligenciado. Isso inclui situações em que o animal recebe alimentação inadequada, vive em locais sujos, sem iluminação adequada ou sem o devido cuidado e atenção. Esse tipo de abandono pode causar sofrimento e problemas de saúde ao animal, mesmo que ele esteja fisicamente dentro do lar.
O veterinário também ressalta que a escolha do animal deve considerar o espaço disponível e a rotina da família. Por exemplo, um cão de grande porte pode não ser adequado para um apartamento pequeno, e a falta de tempo para passeios pode comprometer o bem-estar do animal. Pessoas idosas ou com limitações físicas devem avaliar se conseguem acompanhar as necessidades do pet, optando, por exemplo, por animais mais calmos ou de porte menor.
Compromisso a longo prazo e cuidados na velhice: Outro ponto destacado é a longevidade dos animais de estimação. Cães e gatos podem viver entre 10 a 20 anos, o que implica um compromisso duradouro. Dr. Gelson lembra que, assim como os humanos, os animais passam por fases da vida que exigem cuidados específicos, especialmente na velhice, quando podem precisar de atenção especial e suporte para problemas de saúde.
O veterinário sugere que pessoas mais velhas considerem se terão condições de cuidar de um animal jovem durante muitos anos ou se possuem alguém que possa assumir essa responsabilidade caso necessário. O abandono de animais idosos nas ruas é uma realidade triste e frequente, evidenciando a necessidade de planejamento e responsabilidade na adoção.
Informações adicionais
A legislação brasileira protege os animais contra abandono e maus-tratos, com penalidades que incluem multa e prisão. A posse responsável envolve garantir alimentação adequada, cuidados veterinários, higiene, espaço adequado e atenção emocional. Antes de adotar, é importante avaliar a rotina, o espaço disponível, as condições financeiras e o comprometimento da família para assegurar uma convivência saudável e duradoura com o pet.