Na coluna ‘CBN Pet News’, saiba mais sobre esse pet que não é tão comum, mas que pode ser um excelente parceiro
O interesse por coelhos de estimação cresce a cada Páscoa, mas especialistas alertam que a escolha exige planejamento e informação. Em participação na programação da rádio local, o veterinário Dr. Gelson destacou pontos que os futuros tutores precisam considerar antes de adotar um animal que, apesar do apelo simbólico, tem necessidades específicas.
Procura em alta e expectativas
A procura por coelhinhos costuma dobrar no período da Páscoa, quando o animal é frequentemente visto como símbolo de fertilidade e renascimento. Segundo Dr. Gelson, essa popularidade muitas vezes leva a decisões impulsivas: famílias encantam-se com a aparência do filhote e o levam para casa sem buscar orientações básicas sobre manejo, saúde e comportamento.
Cuidados essenciais: espaço, alimentação e saúde
O veterinário ressalta que coelhos são pets não convencionais e demandam atenção diferente de cães e gatos. Esses animais são mais ativos à noite e precisam de um espaço adequado para evitar que perambularem pela casa causem acidentes — como roer fios elétricos, que podem ser fatais. Para quem mora em apartamento, é recomendável delimitar uma área segura, com gaiola ou cercado, para os períodos em que o tutor estiver ausente.
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Na alimentação, Dr. Gelson explica que a ração específica é um componente fundamental, pois é difícil suprir todas as necessidades apenas com vegetais; itens como cenoura devem ser tratados como petisco, não como base da dieta. Além disso, a higiene e o atendimento veterinário regular, preferencialmente com profissionais especializados em animais não convencionais, são indispensáveis.
Reprodução, longevidade e comportamento
Os coelhos são altamente prolíficos: podem apresentar vários ciclos reprodutivos ao ano, com ninhadas que chegam a vários filhotes. Por isso, a castração é recomendada para evitar multiplicação indesejada, mas deve ser realizada por veterinários com experiência em lagomorfos. Apesar de próximos dos roedores no hábito de roer, os coelhos pertencem ao grupo dos lagomorfos, com diferenças anatômicas importantes, especialmente na dentição.
Em termos de longevidade, um coelho bem cuidado vive, em média, entre oito e dez anos — menos que alguns cães e gatos, que podem chegar a 15 anos ou mais, mas ainda exigindo compromisso a médio prazo por parte dos tutores.
Adotar um coelho exige preparação: informe-se sobre necessidades comportamentais, espaço adequado, alimentação e acompanhamento veterinário especializado. Só assim o animal terá qualidade de vida e a família evitará surpresas desagradáveis.