Peritos começam a avaliar as condições do local para indicar a causa do da queda; ouça a análise do especialista Leandro Duarte
Após o desabamento em uma gruta em Utinópolis, a Polícia Civil aguarda laudo pericial para entender as causas do acidente. Uma das principais linhas de investigação é o impacto de fortes chuvas (até 70 mm entre sábado e domingo) na estrutura da caverna.
A influência da chuva
De acordo com o geógrafo Leandro Márcio Duarte, a gruta, formada por arenito, rocha porosa e permeável, absorveu grande volume de água. Essa infiltração gerou sobrepeso na estrutura, que, já possivelmente degradada, cedeu. O processo, segundo o especialista, é natural e pode ocorrer ao longo do tempo, mesmo sem eventos de chuva intensa. A formação da caverna, com o desgaste do sedimento ao longo dos anos, contribui para esse processo.
Outros fatores
Além da chuva, outras questões são investigadas pela polícia. Relatos de testemunhas sobre uma fogueira próxima à entrada da gruta levantam a hipótese de que o calor pudesse ter afetado a estrutura da rocha, causando expansão e contração que contribuíram para o desabamento. Embora a chuva seja considerada o fator principal, a polícia considera todos os aspectos para uma conclusão completa. A análise da capacidade de carga da gruta e o número de pessoas presentes no momento do acidente também são pontos cruciais na investigação.
Leia também
Prevenção e segurança
A visitação em cavernas requer avaliação prévia cuidadosa. A observação de rachaduras e trincas na rocha é fundamental para identificar fragilidades estruturais. O geógrafo destaca a importância de um plano de manejo para locais com visitação turística, incluindo a definição da capacidade de carga e medidas de segurança. A interdição da Gruta do Itambé, outra caverna turística na região, demonstra a necessidade de precaução e avaliação constante para garantir a segurança dos visitantes.



