Atividades home office e empregos em regime freelance são cada vez mais comuns; ouça o comentário de David Forli Inocente
A geração Z, composta por indivíduos nascidos entre 1997 e 2012, representa um terço da força de trabalho brasileira e apresenta características únicas que impactam as relações de trabalho.
Geração Z: Freelancers e a Busca por Independência
Uma pesquisa da Fiverr, plataforma de freelancers, revelou que 70% da geração Z utiliza serviços freelance, seja como fonte principal ou complementar de renda. Isso demonstra uma busca por independência e flexibilidade profissional, valorizando a autonomia e o controle sobre suas carreiras. Eventos como o SXSW também refletem essa tendência, mostrando o desejo dessa geração por trabalhar de forma independente, priorizando a saúde mental e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Burnout e as Pressões do Trabalho Remoto
Apesar do desejo de independência, a geração Z também enfrenta desafios. Uma pesquisa da Betterfly indica que 60% dos jovens dessa geração experimentam burnout ou exaustão profissional. Os principais fatores apontados são sobrecarga de trabalho (47%), vontade de pedir demissão (45%), falta de reconhecimento (44%) e percepção de tratamento injusto. Esses dados são corroborados por uma pesquisa da McKinsey, que destaca o alto índice de burnout em trabalhadores remotos, com mais da metade relatando esse problema e três quartos experimentando alto nível de estresse.
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O Impacto nas Lideranças e RH
A alta incidência de burnout na geração Z, especialmente em contextos de home office e trabalho freelance, exige uma mudança de postura por parte das lideranças e departamentos de RH. É necessário um olhar mais individualizado, com foco em planejamento de carreira, promoção do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e reconhecimento do trabalho realizado. A geração Z busca resultados rápidos, mas é preciso lembrar que a construção de uma carreira sólida requer tempo e planejamento. Ignorar essa realidade pode levar ao afastamento dos colaboradores e a um sentimento de não pertencimento, impactando negativamente a produtividade e o ambiente de trabalho. Entender as necessidades e expectativas dessa geração é crucial para construir relações de trabalho saudáveis e produtivas.