Otávio Kano também falou sobre os gases que têm circulado em Ribeirão Preto, em razão das queimadas
A qualidade do ar em Ribeirão Preto segue ruim, segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB). A CETESB utiliza equipamentos que medem a concentração de partículas poluentes no ar, classificando-as em inaláveis e inaláveis finas (MP2.5), estas últimas mais perigosas por atingirem diretamente as vias respiratórias.
Medições da Qualidade do Ar
Em entrevista à CBN Ribeirão, Otávio Ocano, gerente da CETESB na cidade, explicou o processo de medição. Os equipamentos monitoram material particulado grosso e fino (MP2.5), monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e dióxido de enxofre, além de temperatura e umidade. O material particulado fino é especialmente preocupante por seus impactos à saúde. O dióxido de enxofre (SO2) é medido para monitorar possíveis emissões industriais, embora Ribeirão Preto não possua muitas indústrias químicas que o produzam.
Queimadas e Fiscalização
Ocano destacou a influência das queimadas na qualidade do ar, especialmente em períodos de estiagem. Embora proibidas com umidade abaixo de 20%, queimadas são permitidas à noite (após 23h) com umidade acima de 30%. A CETESB realiza fiscalização, mas o grande desafio é a conscientização da população, pois muitas queimadas são provocadas por ações humanas, como a queima de lixo e vegetação seca. A prática de queimar lixo, comum em áreas periféricas, agrava o problema, gerando fumaça que se espalha pela região, afetando a saúde pública.
Recomendações e Conscientização
A CETESB recomenda fiscalização intensa por parte das indústrias, usinas e órgãos ambientais para coibir queimadas. A população precisa mudar o hábito de queimar lixo e vegetação, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar. Ações de conscientização são fundamentais para combater esse problema e proteger a saúde da população de Ribeirão Preto e região.



