Luís Fernando Silveira estava proibido de ficar a menos de 100 metros de Amanda Ramazini; mulher segue internada
Um caso recente de feminicídio tentado, ocorrido em Franca, chocou a população pela sua gravidade. Uma mulher grávida de três meses, seu filho de um ano e sua mãe foram esfaqueados pelo ex-marido, mesmo com uma medida protetiva em vigor.
Medida Protetiva: Uma Falsa Sensação de Segurança?
A existência da medida protetiva, decretada dez dias antes do crime, levanta questionamentos sobre a sua efetividade. Apesar da ordem judicial que o mantinha a 100 metros de distância da vítima, o agressor a atacou brutalmente. A dificuldade em cumprir medidas protetivas no Brasil é um problema recorrente, que deixa muitas mulheres em situação de vulnerabilidade, mesmo buscando auxílio da justiça.
As Dificuldades das Vítimas em se Sentirem Protegidas
A vítima, consciente do perigo, chegou a se esconder e a procurar horários em que o agressor não estivesse em casa. Mesmo com a medida protetiva, a sensação de insegurança persistiu. Isso demonstra a fragilidade do sistema de proteção às mulheres em situações de violência doméstica, mesmo quando medidas judiciais são tomadas.
Desdobramentos do Caso
O agressor, um engenheiro civil com salário de R$ 40 mil, foi preso temporariamente. A polícia pediu a prisão preventiva, enquanto a defesa entrou com pedido de habeas corpus. A empresa onde ele trabalhava o demitiu. Embora o processo judicial ainda esteja em curso, a gravidade do crime e as evidências apontam para a alta probabilidade de sua permanência na prisão. A violência perpetrada não encontra justificativa.



