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Gestão de Dárcy Vera é classificada como uma das piores do país pela Firjan

Prefeitura de RP chegou a receber nota zero no quesito liquidez, que mede a capacidade de pagar dívidas e honrar compromissos
Gestão Dárcy Vera
Prefeitura de RP chegou a receber nota zero no quesito liquidez, que mede a capacidade de pagar dívidas e honrar compromissos

Prefeitura de RP chegou a receber nota zero no quesito liquidez, que mede a capacidade de pagar dívidas e honrar compromissos

Ribeirão Preto ocupa a 1754ª posição no ranking do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), ficando atrás de cidades da mesma região como Franca (107ª) e Barretos (entre 10ª e 20ª). Esse resultado, considerado catastrófico por especialistas, coloca o município em uma situação de vexame administrativo.

Gestão Fiscal Crítica e Investimentos Insuficientes

A Firjan classificou o nível de investimento de Ribeirão Preto como crítico. Recursos obtidos através de impostos não estão sendo aplicados em melhorias para a população. Para João Luís Passador, professor da USP e especialista em gestão pública, a corrupção desenfreada e uma máquina pública inchada são os principais fatores que contribuíram para essa situação.

Máquina Inchada e Contratações Polítiicas

Passador destaca que a criação de cargos e a terceirização de mão de obra foram direcionadas por critérios políticos, em detrimento de critérios técnicos ou meritocráticos. Essa prática, comum em momentos eleitorais, agrava ainda mais a situação financeira do município.

Liquidez Zero e Rombo nos Cofres Públicos

O IFGF também avaliou a liquidez dos municípios, ou seja, a capacidade de administrar recursos para pagamento de dívidas e fornecedores. Ribeirão Preto recebeu nota zero nesse quesito. A prefeitura está em situação de quase insolvência, com qualquer receita sendo destinada ao pagamento de dívidas acumuladas. A falta de recursos impede a prestação de serviços mínimos à população. A Operação Sevandija da Polícia Federal revelou desvios de mais de 200 milhões de reais em licitações fraudulentas, propinas, cabides de emprego e compra de influência política, o que aponta para a corrupção como o epicentro do problema.

As duras críticas ao executivo e aos vereadores refletem a gravidade da situação. Embora o cenário seja preocupante, há a esperança de que essa crise leve a uma nova institucionalidade, com um acompanhamento mais rigoroso da população sobre a atuação dos seus gestores. A investigação aponta para um conluio entre Câmara e Prefeitura, resultando em prejuízos significativos para a população. A cidade se encontra à beira de um colapso na prestação de serviços públicos.

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