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Gestão escolar assume papel central no combate ao racismo em Ribeirão Preto

Especialista defende formação permanente e currículo representativo como pilares para educação antirracista; rede municipal ganha protocolo para registro de denúncias.
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Especialista defende formação permanente e currículo representativo como pilares para educação antirracista; rede municipal ganha protocolo para registro de denúncias.

O combate ao racismo e à desigualdade no ambiente escolar deve ser um compromisso explícito da gestão, aplicado de forma estrutural “de cima para baixo”. A diretriz foi defendida pela professora e pesquisadora Tatiane Cosentino Rodrigues durante formação voltada a coordenadores pedagógicos e gestores de unidades polo da rede municipal. Para a especialista, a desconstrução do preconceito exige uma revisão profunda que vai desde o acolhimento das crianças até o acompanhamento rigoroso de indicadores educacionais com recortes de raça e gênero.

Um dos principais avanços na rede de Ribeirão Preto é o desenvolvimento de um protocolo antirracista. O documento estabelece um fluxograma detalhado sobre como situações de discriminação devem ser registradas, acompanhadas e encaminhadas dentro das unidades de ensino. A medida responde a uma demanda dos próprios profissionais da educação, que frequentemente relatam insegurança ou despreparo para lidar com episódios de injúria ou racismo estrutural no cotidiano escolar.

Formação continuada

Como a rede de ensino passa por renovações periódicas em seu quadro de funcionários, a formação antirracista precisa ser permanente. O processo educativo realizado com os gestores seguiu uma estrutura dividida em blocos históricos e normativos, com foco na Constituição Federal de 1988 — que tornou o racismo um crime inafiançável — e nas alterações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que obriga o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e dos povos indígenas.

Além da teoria, a educação antirracista exige ações práticas e investimento direto. Entre as estratégias destacadas para um enfrentamento efetivo estão a compra de materiais e brinquedos pedagógicos que promovam a representatividade e a realização de processos formativos que envolvam as famílias dos alunos. A integração com outras políticas públicas, como saúde e assistência social, também é apontada como fundamental para garantir que as diretrizes nacionais sejam aplicadas com sucesso no contexto local de cada escola.

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