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Gestão Nogueira ainda não conseguiu inaugurar nenhuma UPA ou AME

Falta de recursos, além da demora em receber respostas do Governo Estadual e da USP têm protelado as inaugurações
UPA ou AME
Falta de recursos, além da demora em receber respostas do Governo Estadual e da USP têm protelado as inaugurações

Falta de recursos, além da demora em receber respostas do Governo Estadual e da USP têm protelado as inaugurações

Um ano e meio após a posse, a nova administração de Ribeirão Preto enfrenta dificuldades para inaugurar Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs).

UPAs Paralisadas: Obras Incompletas e Falta de Profissionais

A UPA do Sumarezinho, finalizada em 2016, permanece fechada por falta de profissionais. A prefeitura alega dificuldades em contratar novos servidores e busca uma parceria com uma universidade para terceirizar o serviço. O Ministério da Saúde ameaçou a administração com a devolução de um investimento de R$ 1 milhão caso a UPA não seja inaugurada, com prazo inicial previsto para o segundo semestre de 2022. A situação se repete com a UPA Norte, com obras paradas há pelo menos dois anos e previsão de conclusão ainda indefinida, mesmo com a promessa de finalização em dezembro de 2023. A Secretaria de Saúde afirma estar na fase de elaboração da planilha de custos para licitar a obra.

AMEs: Promessas de Campanha em Compasso de Espera

O AME, promessa de campanha do prefeito Duarte Nogueira, também enfrenta obstáculos. Apesar da permissão do governo estadual para utilizar um terreno na Vila Virgínia para a construção, a assinatura do convênio que garantirá a contrapartida do estado ainda não foi realizada. A obra, orçada em pelo menos R$ 10 milhões, terá duração prevista de dois anos, mas sem data definida para o início da construção.

Desafios e Necessidades de Ribeirão Preto

Especialistas em gestão pública e professores de medicina apontam para um planejamento errôneo no passado, com a construção de diversas UPAs sem a real necessidade, gerando altos custos de manutenção. A falta de recursos e a incapacidade de bancar todos os projetos simultaneamente tornam a situação ainda mais complexa. A necessidade de priorizar os investimentos em saúde, considerando as demandas reais da população e a complexa articulação entre os governos municipal, estadual e federal, se apresenta como um desafio crucial para a administração de Ribeirão Preto.

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