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Gestor da Reserva de São Simão afirma que o incêndio que destruiu três mil hectares da mata foi criminoso

Força-tarefa precisou de dez dias para conseguir controlar as chamas; pesquisador Paulo Ruffino analisa os impactos ambientais
incêndio São Simão
Força-tarefa precisou de dez dias para conseguir controlar as chamas; pesquisador Paulo Ruffino analisa os impactos ambientais

Força-tarefa precisou de dez dias para conseguir controlar as chamas; pesquisador Paulo Ruffino analisa os impactos ambientais

Um incêndio de grandes proporções atingiu a Estação Ecológica de Santa Maria e a Estação Experimental de São Simão, em São Paulo, causando danos significativos à vegetação e à fauna local. O fogo, que teria começado em um canavial próximo, durou mais de 10 dias e consumiu mais de 3 mil hectares de área, afetando dezenas de espécies de animais ameaçadas de extinção.

Combate ao Incêndio e suas Dificuldades

O pesquisador Paulo Rufino, gestor da reserva de São Simão, descreve os desafios enfrentados durante o combate às chamas. A seca intensa e a vegetação extremamente seca contribuíram para a rápida propagação do fogo, que se alastrou pelas duas unidades e até mesmo um assentamento próximo. A dificuldade em conter o incêndio se deveu à sua natureza, possivelmente criminosa, com pessoas parando na rodovia e ateando fogo deliberadamente na vegetação seca.

Impacto Ambiental e Importância das Estações

As estações atingidas desempenham um papel crucial na preservação do bioma Cerrado, um dos mais ameaçados do Brasil. A Estação Ecológica de Santa Maria preserva um importante fragmento de Cerrado, com sua fauna e flora características, enquanto a Estação Experimental de São Simão, apesar de ter sido usada para produção florestal no passado, está em processo de restauração para o bioma original. A repetição anual dos incêndios impede a recuperação da vegetação e coloca em risco a biodiversidade da região. A região norte do estado de São Paulo, onde as estações estão localizadas, já sofreu intensa degradação ambiental, e as áreas protegidas são essenciais para a conservação da biodiversidade remanescente.

O trabalho de recuperação das áreas atingidas é contínuo e desafiador, exigindo esforços constantes de plantio e restauração. Apesar das dificuldades, a preservação dessas áreas é fundamental para a manutenção da qualidade ambiental da região, incluindo a proteção dos recursos hídricos e a biodiversidade local. A pesquisa de restauração do Cerrado, realizada na estação de São Simão, foi quase que milagrosamente preservada, representando um avanço importante para a recuperação de áreas degradadas.

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