Musicista, referência… mulher determinada e afrontosa, a acordeonista rompeu vários ‘não’ e hoje é ícone da música brasileira
A acordeonista Jilda Montanze, em entrevista à CBN, compartilhou sua trajetória musical, marcada pela perseverança e pioneirismo. Desde os 11 anos, Jilda se dedica ao instrumento, rompendo barreiras de gênero em um meio predominantemente masculino.
Início da Jornada Musical
Jilda começou a tocar acordeão aos 11 anos, sem escolha própria, mas com o incentivo do pai, que preferia vê-la como musicista a médica. Sua mãe, pianista e cantora, também influenciou sua paixão pela música. Apesar do preconceito da época contra mulheres morando sozinhas em São Paulo para estudar, seu pai a apoiou incondicionalmente, levando-a para aulas no Conservatório Brasileiro de Harmonia em viagens de avião e táxi, a cada 15 dias. Para ajudar nas despesas, Jilda trabalhava desde os 17 anos.
Sucesso e Parceria com Meire Lemos
Jilda se formou em música, lecionou por muitos anos e, em 1986, juntamente com sua aluna Meire Lemos, formou o Dú de Acordeons. A dupla se tornou reconhecida nacionalmente, com apresentações em importantes teatros e até mesmo representando o Brasil em um concurso internacional na Itália. Juntas, elas quebraram barreiras, mostrando a força das mulheres no cenário musical do acordeão. Sua música, uma mistura de erudito e regional, conquistou o público brasileiro e internacional.
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Reconhecimento e Legado
A trajetória de Jilda Montanze e Meire Lemos demonstra a importância da perseverança e da quebra de paradigmas. Sua música, rica em brasilidade e originalidade, inspira e encanta, consolidando seu legado na música brasileira. A realização de encontros de acordeonistas, promovendo a diversidade sonora do instrumento, demonstra seu compromisso em compartilhar sua paixão pela música e fomentar a cultura regional.



