Programa recebeu o desembargador e ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, Antonio Carlos Coltro
O desembargador Antônio Carlos Coutro, ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, participou da abertura da sétima semana forense em Ribeirão Preto e concedeu entrevista à CBN discutindo a participação feminina na política.
Cenário Eleitoral e a Participação Feminina
Coutro abordou o cenário eleitoral de 2024, destacando a legislação vigente e a necessidade de maior participação feminina. Apesar de leis existentes, a presença feminina na política ainda é baixa, com apenas 9% das cadeiras na Câmara dos Deputados e 16% no Senado ocupadas por mulheres. Ele argumenta que o sistema precisa ser alterado, tanto na forma como os candidatos são escolhidos quanto na percepção do eleitorado sobre a capacidade das mulheres para exercer cargos políticos.
Desafios e Barreiras para a Participação Feminina
Coutro aponta a “tripla jornada” das mulheres (trabalho profissional, doméstico e cuidado com os filhos) como um fator que contribui para a menor participação feminina na política. Ele cita um estudo publicado em jornal alemão que demonstra a disparidade salarial entre homens e mulheres que trabalham fora e cuidam de casa, comparando a renda necessária para uma mulher com a de um diretor de multinacional. Além disso, o desembargador menciona barreiras psicológicas que precisam ser superadas para incentivar a participação feminina na política.
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Incentivo e Resultados Positivos
O desembargador defende a implementação de cotas para mulheres em candidaturas e destaca a eficiência das mulheres eleitas, observando maior dedicação ao controle da questão pública. Ele lembra de campanhas passadas do Tribunal Regional Eleitoral para incentivar a participação feminina, mas reconhece que são necessários mais esforços. Coutro finaliza enfatizando a necessidade de campanhas contínuas para incentivar a participação feminina na política, destacando os resultados positivos da atuação das mulheres em diversos setores, inclusive no ramo jurídico, e a expectativa de que a participação feminina na política aumente gradualmente.



