Polícia acredita que cerca de R$ 1 bilhão foi desviado; advogada pediu o bloqueio de bens e valores da B&B Capital
Nesta sexta-feira, a cidade de Ribeirão Preto vive um clima de apreensão após a suspeita de um golpe milionário aplicado pela empresa de investimentos B&B Capital. A polícia estima que cerca de 2 mil pessoas, apenas em Ribeirão Preto, tenham sido vítimas do esquema, que pode chegar a um bilhão de reais.
Investigação em Andamento
Desde quarta-feira, possíveis vítimas aguardam o retorno da empresa, que prometia lucros mais vantajosos que outras financeiras. O dono da empresa sumiu, levando consigo o dinheiro dos investidores. Apesar da suspeita de milhares de vítimas, apenas sete registraram boletim de ocorrência até ontem, devido a preocupações com possíveis investigações sobre sua participação no esquema. A alta porcentagem de lucro oferecida pela B&B Capital levanta suspeitas sobre a legalidade de suas operações, reforçando a investigação policial.
Depoimentos e Implicações
Uma das vítimas relatou ter vendido um imóvel para investir na empresa, enquanto outras aplicaram valores expressivos, chegando a mais de R$ 500 mil. Depoimentos de vítimas revelam a criação de grupos de mensagens onde a falta de comunicação com a empresa e a impossibilidade de resgate dos valores investidos foram relatados. Um advogado que representa algumas vítimas entrou com medidas cautelares para bloquear bens do dono da empresa, buscando resguardar os direitos dos clientes e investigar possíveis ocultação de bens. A delegacia seccional de Ribeirão Preto confirmou a abertura de um inquérito para investigar a B&B Capital, com os donos da empresa podendo responder por estelionato.
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Desdobramentos e Orientações
O delegado seccional alertou que mais vítimas podem surgir nos próximos dias e orienta que quem foi lesado registre boletim de ocorrência. A investigação abrange a apuração da origem dos investimentos e a análise das operações financeiras da empresa. O advogado do dono da B&B Capital afirma que este era apenas um prestador de serviço e não tinha acesso aos investimentos. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também investiga a empresa desde 2016, com um inquérito policial aberto em 2021. Apesar das tentativas de contato, a produção jornalística não obteve retorno dos sócios da empresa, incluindo o principal suspeito, André Luiz de Jesus Rosa. A polícia investiga todas as hipóteses e apura o caso, orientando as vítimas a registrarem boletins de ocorrência para auxiliar na investigação desse golpe de grandes proporções.



