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Golpe praticado por advogados de Ribeirão pode chegar a R$ 100 milhões

Magistrados atraíam as vítimas com a promessa de 'limpar seus nomes'
Golpe de advogados
Magistrados atraíam as vítimas com a promessa de 'limpar seus nomes'

Magistrados atraíam as vítimas com a promessa de ‘limpar seus nomes’

Desde 2013, o Ministério Público investiga nove pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraude que pode ter movimentado até R$ 100 milhões. Seis dos investigados são advogados acusados de falsificar documentos e CPFs para negociar dívidas de clientes com empresas e bancos.

Como Funcionava o Golpe

As vítimas eram contatadas com o pretexto de possuírem um nome limpo e seus dados eram encaminhados aos advogados sem o seu conhecimento. O esquema utilizava quase cinco varas cíveis de Ribeirão Preto para dar entrada nas ações fraudulentas. Investigações revelaram que os advogados criaram associações de consumidores em diversas cidades para atrair pessoas com o nome sujo, criando assim um cadastro de clientes para ações judiciais. O presidente de uma dessas associações encontra-se foragido.

Mandados e Prisões

Após a coleta de provas, promotores e policiais civis cumpriram 13 mandados judiciais, sendo 7 de prisão preventiva. Documentos e computadores foram apreendidos. Um dos presos, o advogado Renato Vidal, negou as acusações. A associação, segundo Vidal, trabalhava com população de baixa renda, e os clientes que não conseguiam resolver seus problemas por meio da associação os procuravam para ajuda. Há suspeitas de que o vereador Isaac Antunes tenha se beneficiado do esquema para sua campanha eleitoral, com o Ministério Público detendo fotos em redes sociais e no programa eleitoral que o mostram fazendo campanha utilizando a associação acusada de fraudes.

Investigações e Possíveis Consequências

O promotor Aroudo Costa Filho afirmou em entrevista ao repórter João Carlos Borda, do Jornal da Iptv, que encaminharia toda a documentação para a Justiça Eleitoral para iniciar o processo de cassação do vereador. O vereador Isaac Antunes, em nota, negou qualquer vínculo com os advogados presos. O presidente da Câmara, Igor Oliveira, disse não ter sido notificado pelo Ministério Público, mas que, caso isso ocorra, o caso será encaminhado à coordenadoria jurídica e às comissões que investigam crimes de vereador. O advogado Luís Eugênio Escarpino Jr., especialista em direito público, explicou que a investigação pode levar a um processo ético na Câmara Municipal, podendo resultar em cassação caso aprovado por dois terços dos vereadores.

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