Quatro em cada dez pessoas no estado de São Paulo já compraram em lojas virtuais inexistentes, muitas vezes sem perceber que se tratava de um site falso. O alerta foi tema de entrevista na CBN Ribeirão Preto com o especialista em cybersegurança Marcelo Contin, que explicou como os golpes funcionam e quais cuidados o consumidor deve adotar ao comprar pela internet.
Segundo o especialista, criminosos têm se profissionalizado e criado golpes cada vez mais sofisticados, explorando emoções e a falsa sensação de confiança. Promoções com valores muito abaixo do mercado são uma das principais iscas usadas para atrair vítimas.
Na prática, o prejuízo é duplo: além de perder o dinheiro, o consumidor não recebe o produto. De acordo com Contin, muitas pessoas só percebem o golpe quando a entrega não acontece ou quando a conta bancária apresenta movimentações suspeitas.
Links suspeitos
Um dos caminhos mais comuns para o golpe é o envio de links por SMS, aplicativos de mensagem ou redes sociais. O especialista recomenda desconfiança imediata, principalmente quando o remetente não tem relação prévia com o usuário.
Outro sinal de alerta é o pedido para instalar softwares de atualização ou aplicativos desconhecidos. Erros de português nas mensagens também ajudam a identificar tentativas de fraude. A orientação é sempre digitar o endereço da loja diretamente no navegador.
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Mesmo páginas muito parecidas com as originais podem ser fraudulentas. Um detalhe importante é observar o cadeado ao lado do endereço eletrônico, que indica uma conexão segura com uma instituição legítima. Marcelo Contin reforça que empresas sérias não entram em contato por WhatsApp ou SMS solicitando dados pessoais, senhas ou instalação de programas, prática comum entre golpistas para capturar informações sensíveis.
Após o golpe
Para quem já foi vítima, a orientação é agir rapidamente. O primeiro passo é registrar provas, como prints da página fraudulenta, e entrar em contato imediato com a instituição financeira para bloquear contas e cartões.
Também é essencial registrar um boletim de ocorrência e acionar o Procon. Embora o processo para reaver o dinheiro não seja rápido, o especialista afirma que, comprovado o golpe, é possível recuperar os valores.



