Criminosos usaram alguma notícia falsa sobre o PIX para induzir transferências maliciosas dos usuários; Eduardo Soares explica
Golpistas estão investindo em anúncios pagos nas redes sociais para expandir o alcance de seus golpes, aproveitando-se da desinformação em torno do Pix. Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro revelou mais de 1700 anúncios falsos, 70% deles com adulteração feita por inteligência artificial.
Anúncios pagos impulsionam golpes do Pix
A pesquisa constatou um aumento significativo no uso de anúncios pagos nas redes sociais para disseminar golpes envolvendo o Pix. Os anúncios, muitas vezes contendo áudios e imagens adulteradas por IA, simulavam ofertas de resgate de dinheiro esquecido ou serviços de instituições financeiras, induzindo as vítimas a transferir valores.
A vulnerabilidade das plataformas
A facilidade com que os golpistas conseguiram veicular anúncios falsos levanta preocupações sobre a vulnerabilidade das plataformas de anúncios. A capacidade de direcionar anúncios para públicos específicos, imitando as práticas de publicidade legítima, demonstra a sofisticação e organização dos criminosos. A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, embora afirme estar aprimorando tecnologias para combater atividades suspeitas, ainda enfrenta desafios para remover esses anúncios de forma eficiente.
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O desafio da detecção e prevenção
A eficácia das denúncias de usuários e a necessidade de investigação mais aprofundada sobre a rede de pagamento e cadastro dos anúncios são cruciais para combater essa prática. A profissionalização do crime digital, aliada ao uso estratégico de anúncios pagos, exige uma resposta mais contundente por parte das plataformas e autoridades, para proteger os usuários de golpes cada vez mais sofisticados e prejudiciais.