Iniciativas visavam dar mais equidade nas redes; quem explica o tema é David Forli Inocente no ‘CBN Carreiras e Lideranças’
Recentemente, grandes empresas de tecnologia como Google, Meta e Amazon anunciaram o abandono de suas metas de inclusão. Este movimento, impulsionado pelo cenário político atual e pela crescente onda conservadora, levanta importantes questionamentos sobre o futuro das políticas de diversidade e equidade no ambiente corporativo.
Políticas de Inclusão: Origens e Objetivos
O movimento em prol da inclusão teve início nos anos 60 e 70, impulsionado pelo feminismo e pela luta por direitos civis. A percepção da desigualdade de gênero e raça no mercado de trabalho, com mulheres e minorias sub-representadas em cargos de liderança, levou à criação de políticas que visavam garantir igualdade de oportunidades e combater a discriminação.
Resultados e Impactos das Políticas de Inclusão
Apesar dos avanços, ainda persistem disparidades significativas. Mulheres ganham, em média, 20% menos que homens em cargos equivalentes, enquanto profissionais negros recebem 30% a menos. A sub-representação em cargos de liderança também é alarmante: apenas 4% das lideranças no Brasil são pretas, e mulheres ocupam apenas 14% dos conselhos de administração. No entanto, estudos demonstram que empresas com políticas de diversidade apresentam desempenho superior, maior inovação e maior atratividade para consumidores.
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Pesquisas mostram que empresas com políticas de diversidade têm 21% de desempenho superior à média do mercado, 33% mais chances de lucro e 45% mais chances de lançar produtos inovadores. Além disso, 78% dos consumidores preferem empresas com políticas de diversidade e inclusão. O abandono dessas metas representa um retrocesso significativo, ignorando os comprovados benefícios para o negócio e para a sociedade.
O Futuro da Inclusão Corporativa
Embora o cenário atual apresente um retrocesso com o abandono das metas de inclusão por algumas grandes empresas, é crucial manter a perspectiva de longo prazo. A luta por igualdade e equidade é um processo contínuo, e os resultados positivos das políticas de inclusão são inegáveis. A pressão da sociedade civil, aliada à crescente conscientização dos consumidores, poderá reverter essa tendência e impulsionar um retorno às práticas inclusivas, criando um ambiente de trabalho mais justo e produtivo.