Nutricionista Cristina Trovó fala sobro os riscos e dá dicas na coluna ‘CBN Nutrição’
A gordura abdominal, também conhecida como gordura visceral, é um tipo de gordura localizada ao redor dos órgãos internos, diferente da gordura subcutânea, que fica sobre a pele. Ela apresenta riscos significativos à saúde e é mais prejudicial do que a gordura localizada em outras regiões do corpo.
Circunferência Abdominal: Sinal de Alerta
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece limites para a circunferência abdominal: acima de 88 cm para mulheres (ideal abaixo de 80 cm) e acima de 102 cm para homens (ideal abaixo de 94 cm) indicam maior risco. A medição deve ser feita sem roupas na região abdominal, sem puxar ou prender a respiração.
Causas e Riscos da Gordura Abdominal
A gordura abdominal é influenciada por fatores genéticos e ambientais, sendo a alimentação e o sedentarismo os principais fatores de risco. O consumo excessivo de carboidratos refinados (açúcar, farinha branca, doces, refrigerantes e bebidas alcoólicas) contribui significativamente para o acúmulo de gordura visceral. Os riscos à saúde incluem resistência à insulina, colesterol e triglicérides altos, doenças cardiovasculares e apneia do sono.
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Não existe uma resposta única sobre a facilidade de eliminação da gordura abdominal, variando de pessoa para pessoa, independente da idade. Em crianças, o apoio familiar é fundamental para o sucesso do tratamento.
Prevenção e Tratamento
Para evitar o acúmulo de gordura abdominal, é essencial melhorar a alimentação e praticar atividades físicas regularmente. Uma dieta equilibrada, rica em fibras, frutas, verduras, carnes magras e com baixo consumo de alimentos industrializados é crucial. Exames laboratoriais podem auxiliar no monitoramento do perfil lipídico. Embora seja possível desfrutar de alimentos menos saudáveis ocasionalmente, o foco deve estar na manutenção de uma rotina alimentar saudável. Rodízios de comida, por exemplo, não são recomendados para quem busca reduzir a gordura abdominal.