Fernando Siquieri, engenheiro e especialista em e-commerce, comenta a respeito das novas medidas que serão implantadas
O governo brasileiro planeja aumentar as regras, taxas e impostos sobre o comércio eletrônico chinês, o que deve resultar em preços mais altos para os consumidores de algumas marcas. Fernando Siquiere, engenheiro e especialista em e-commerce, discute o assunto.
Impacto da Nova Tributação
O comércio eletrônico chinês cresceu exponencialmente no Brasil, representando cerca de 85% das vendas online de produtos asiáticos no país, muitas vezes descrito como um “camelô digital”. O Ministro da Fazenda estima arrecadar até 8 bilhões de reais por ano com a nova tributação. Essa medida, no entanto, gera controvérsias.
Perspectivas para Consumidores e Empresas
Para os consumidores, a busca por preços baixos e a concorrência são fatores importantes. A nova tributação pode afetar diretamente o preço final dos produtos, enquanto para os comerciantes brasileiros, a concorrência com o comércio eletrônico chinês é vista como desleal devido a possíveis sonegações e modelos de trabalho diferentes. A legislação atual, antiga e não preparada para o crescimento do comércio online, precisa de atualização. Além do preço, o prazo de entrega também influencia a decisão de compra. Enquanto sites asiáticos tinham prazos longos (até 90 dias), grandes varejistas brasileiras reduziram seus prazos para até 7 dias, investindo em parcerias aéreas e aumentando o número de voos de carga.
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Considerações Finais
A nova tributação impactará tanto consumidores quanto empresas. Os consumidores devem ficar atentos às taxas aplicadas em compras em sites como Shopee, Shein e AliExpress, enquanto as empresas necessitam de uma reforma tributária e incentivos fiscais para competir. A arrecadação estimada de 8 bilhões de reais pode diminuir com as novas regras. A estimativa do BTG Pactual aponta um faturamento de 8 bilhões de reais do comércio eletrônico chinês no Brasil em 2022, um crescimento de 300% em relação a 2021. A situação gera incertezas e debates no mercado e entre os consumidores, que podem se deparar com taxas de importação de até 60%.