Governo de São Paulo amplia compra de café de Cooperativas da região de Ribeirão Preto
A recente imposição de tarifas pelo governo dos Estados Unidos sobre o café brasileiro tem gerado apreensão entre os produtores da região, mas nem tudo são más notícias. O governo de São Paulo anunciou a expansão da compra de café produzido por cooperativas da região de Ribeirão Preto, visando mitigar os impactos negativos dessa medida.
A Iniciativa do Governo de São Paulo
Por meio de um programa de agricultura de interesse social, o governo paulista tem realizado chamados públicos para a aquisição de café. Até o momento, já foram compradas oito toneladas de café torrado e moído, com a expectativa de que as compras atinjam um milhão de reais até o final do ano. Esses produtos são destinados ao abastecimento de hospitais, escolas, penitenciárias e outros órgãos da administração pública.
Impactos e Perspectivas dos Produtores
Produtores e exportadores de café da região de Franca consideram o pacote do governo federal como um alívio, embora reconheçam que as medidas podem ser insuficientes a longo prazo. Gabriel Lancha Oliveira, produtor de café de Franca, destaca que tanto a iniciativa do governo estadual quanto o subsídio a empréstimos oferecido pelo governo federal são medidas pontuais. Ele ressalta que o consumo interno, embora significativo, não se compara ao volume exportado, especialmente para os Estados Unidos, que importam cerca de 8 milhões de sacas de café brasileiro.
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Desafios e Oportunidades no Mercado Global
A tarifa imposta pelos Estados Unidos dificulta a competitividade do café brasileiro, levando os importadores a buscarem outras origens. Gabriel Oliveira aponta para a necessidade de um rearranjo na oferta e demanda mundial, com o Brasil buscando novos mercados, como Chile e Argentina, embora em volumes ainda inferiores aos exportados para os EUA. A China, com seu crescente consumo de café, representa um mercado promissor, mas a concorrência é acirrada.
Diante desse cenário, produtores e cooperativas buscam alternativas para minimizar os impactos da tarifa, como a prospecção de novos mercados e a negociação direta com importadores nos Estados Unidos. A união de esforços e a busca por soluções conjuntas são vistas como caminhos para enfrentar os desafios e garantir a sustentabilidade da produção de café na região.



