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Governo de São Paulo anuncia o fechamento de 80 unidades de conservação e parques

Medida acontece para não colocar em risco os visitantes e minimizar as chances de novos incêndios nestas áreas
O fechamento de 80 unidades
Medida acontece para não colocar em risco os visitantes e minimizar as chances de novos incêndios nestas áreas

Medida acontece para não colocar em risco os visitantes e minimizar as chances de novos incêndios nestas áreas

O governo do Estado de São Paulo anunciou o fechamento emergencial de 80 unidades de conservação e parques, O fechamento de 80 unidades de conservação e parques, tanto na região metropolitana quanto no interior, em resposta ao aumento do risco de incêndios florestais. Na região de cobertura da CBN, que inclui as áreas de Ribeirão Preto, Franca, São Carlos, Araraquara e Ribeira, 11 unidades já estão fechadas para visitação.

Entre as unidades fechadas na região de Ribeirão Preto estão a Estação Experimental de Araraquara, O fechamento de 80 unidades de conservação e parques, a Estação Experimental de Itirapina, a Estação Experimental de Luiz Antônio, a Estação Experimental de Santa Rita do Passa Quatro, a Estação Experimental de São Simão — que atualmente apresenta um foco ativo de incêndio — a Estação Florestal de Batatais, a Floresta de Bebedouro, a Floresta de Cajuru, o Ponto Experimental de Porto Ferreira e o Parque Estadual de Vassununga, localizado próximo a Pirassununga.

O fechamento dessas unidades, conforme informado pela Fundação Florestal, entrou em vigor a partir do dia 31 de atrássto e seguirá até o dia 12 de setembro, podendo ser revisado conforme as condições climáticas e os riscos associados.

Incêndios ativos e impactos na região

A Defesa Civil do Estado confirmou na manhã desta segunda-feira a existência de focos de incêndio ativos em diversas áreas da região de Ribeirão Preto. Um dos locais com fumaça visível e cheiro forte de queimadas é a rodovia em Angué, próximo à ponte do Rio Pardo. A visibilidade no local está comprometida, o que exige atenção redobrada dos motoristas que trafegam pela região.

Além da região de Ribeirão Preto, os municípios de São Simão e Pedregulho, na região de Franca, também apresentam focos ativos de incêndio. Pedregulho é uma área produtora de café e cana-de-açúcar, o que aumenta a preocupação com os danos causados pelas queimadas.

No último sábado, sete municípios da região apresentaram focos de incêndio ativos, cinco deles localizados nas áreas de Ribeirão Preto e Franca. Na sexta-feira, queimadas foram registradas na região do Parque dos Flamboiãs, na zona leste de Ribeirão Preto, onde as chamas persistiram durante o fim de semana. A Defesa Civil e a Guarda Municipal foram acionadas ao menos três vezes para conter os incêndios na mesma área.

Fatores que dificultam o combate aos incêndios: Segundo as autoridades, o calor intenso e a velocidade do vento têm dificultado o controle das chamas. Apesar de os ventos não serem muito aparentes em áreas abertas, sua velocidade tem sido suficiente para propagar os incêndios. Para auxiliar na identificação dos focos principais, a Defesa Civil utilizou drones, facilitando o monitoramento das áreas afetadas.

Outras cidades atingidas pelos incêndios incluem Morro Agudo, Pedregulho, Altinópolis, Garça e Ribeirão Preto. Em Altinópolis, o incêndio já foi controlado, enquanto em Ribeirão Preto um incêndio atingiu uma área de mata localizada em um morro próximo à rodovia em Anguera, na altura do quilômetro 270, próximo ao trevo de acesso aos municípios de Luiz Antônio e São Simão.

As equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e usinas próximas estão atuando para controlar e monitorar as áreas afetadas. Até o momento, as causas dos incêndios ainda estão sendo investigadas. Não foram registrados problemas no trânsito, bloqueios ou congestionamentos devido aos focos de incêndio.

Medidas preventivas e orientações: O fechamento das unidades de conservação visa proteger tanto os visitantes quanto as áreas de preservação ambiental, evitando riscos maiores durante o período de estiagem prolongada. A Fundação Florestal reforça que a medida poderá ser revisada conforme a evolução das condições climáticas e dos riscos de incêndios.

As autoridades recomendam que a população redobre os cuidados para evitar queimadas, especialmente em áreas rurais e próximas a unidades de conservação. O monitoramento constante e a rápida resposta das equipes de combate são essenciais para minimizar os danos ambientais e garantir a segurança das comunidades locais.

Entenda melhor

A estiagem prolongada, combinada com altas temperaturas e ventos, aumenta significativamente o risco de incêndios florestais. O uso de drones pela Defesa Civil tem sido uma ferramenta importante para identificar e monitorar focos de incêndio, permitindo uma resposta mais rápida e eficiente. O fechamento temporário das unidades de conservação é uma medida preventiva adotada para proteger tanto o meio ambiente quanto as pessoas durante esse período crítico.

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