Ribeirão Preto, Sertãozinho, Guaíra e outras 17 cidades paulistas receberão o reforço a partir de janeiro
O governo do estado de São Paulo anunciou um reforço significativo no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A medida, que inclui a mobilização da Polícia Militar e do Exército, visa conter o avanço dessas enfermidades em municípios críticos.
Reforço Militar e Policial no Combate ao Mosquito
A partir de janeiro do próximo ano, um contingente de mil homens do Exército, mil policiais militares (através da operação delegada) e mil agentes da Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN) atuarão diariamente no combate aos criadouros do mosquito. Sertãozinho, Guaíra e Ribeirão Preto estão entre as 17 cidades que receberão apoio prioritário, com base em um estudo técnico que avaliou os índices de transmissão e infestação.
Aumento Alarmante nos Casos de Dengue
A decisão de intensificar o combate ao Aedes aegypti se justifica pelo aumento expressivo nos casos de dengue. Em Ribeirão Preto, por exemplo, o acumulado de janeiro a novembro registrou 3.929 casos, um aumento de 882,25% em relação ao ano anterior, que computou apenas 400 casos. Sertãozinho também enfrenta uma situação preocupante, com 663 casos de dengue registrados até 16 de dezembro, um aumento de 128% em relação a 2014.
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Estratégias e Recursos para o Combate
Além do reforço humano, o governo estadual implementará um centro de monitoramento no Centro Integrado da Agência do Bairro da Luz, em São Paulo, para acompanhar a situação nos municípios. A diretora regional da SUCEN, Vera Bueno, destacou que a força-tarefa é resultado de uma colaboração entre diversas secretarias, Defesa Civil, Casa Civil, Saúde, Polícia Militar e Exército. Adicionalmente, 549 pessoas serão contratadas pela SUCEN para auxiliar nos trabalhos, e um aplicativo será lançado em 10 de janeiro para que a população possa enviar fotos de focos de larvas, auxiliando no mapeamento do risco de transmissão. O investimento mensal para essa operação será de R$ 5 milhões, cobrindo a jornada extra dos militares.
A eficiência no controle do mosquito transmissor depende tanto das ações do poder público quanto da colaboração da população.


