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Governo de São Paulo já emitiu mais de 70 mil carteiras de identificação de pessoas com TEA

Na região de Ribeirão Preto são 1.109 registros; mês de setembro tem campanhas para conscientizar a inclusão dessas pessoas
carteira de identidade TEA
Na região de Ribeirão Preto são 1.109 registros; mês de setembro tem campanhas para conscientizar a inclusão dessas pessoas

Na região de Ribeirão Preto são 1.109 registros; mês de setembro tem campanhas para conscientizar a inclusão dessas pessoas

Setembro é marcado por campanhas de conscientização sobre doação de órgãos e inclusão de pessoas com deficiência (Setembro Verde). Em São Paulo, o governo comemora a emissão de 2.206 carteiras de identificação para autistas em Franca, Barretos e Ribeirão Preto.

Carteira de Identificação para Autistas

A carteira é um documento oficial gratuito que facilita a identificação de autistas em serviços públicos e privados em todo o estado. A secretária executiva da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Ana Paula Nedavaska, explica que a carteirinha torna visível a deficiência, muitas vezes invisível a olho nu, permitindo acesso a tratamentos mais adequados, filas preferenciais e ambientes mais calmos. A emissão pode ser feita online (site: ciptea.sp.gov.br) ou em postos do Poupatempo. Já foram emitidas 70 mil carteiras, sendo 109 na região de Ribeirão Preto e 670 em Ribeirão Preto.

Desafios e Preconceito

Camila Olímpio, mãe de um autista e também autista, relata suas experiências. Apesar da carteira garantir direitos prioritários (Lei Federal nº 13.977-2020), ainda há dificuldades e preconceito, especialmente com autistas de nível 1. Camila conta que, em alguns casos, se arrependeu de apresentar a carteira, preferindo lidar com a sobrecarga sensorial em casa. Ela destaca que a melhora é gradual e depende de fatores socioeconômicos, mas a carteira oferece segurança e facilita a comunicação, permitindo que ela se organize antes de interagir.

Atendimento Ideal

Para Camila, o atendimento ideal incluiria espaços de resgate em locais públicos, como shoppings, com ambientes mais calmos e recursos para autorregulação (água, local para lavar o rosto). Ela usa o exemplo de bancos, onde a experiência é muitas vezes negativa devido à barulheira e à sensação de culpa, mesmo sem ter feito nada de errado. A existência de um acesso lateral, por exemplo, faria grande diferença. A falta de espaços de resgate e de entendimento das necessidades dos autistas ainda é uma realidade, mesmo com a carteira de identificação.

A entrevista com Camila Olímpio, da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Franca, destaca a importância da conscientização e da implementação de políticas públicas para garantir um atendimento digno e inclusivo para autistas.

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