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Governo de São Paulo oferece autonomia para cidades decidirem quarentena inteligente

Pesquisador da Fiocruz Rodrigo Stábeli analisa decisão e projeta futuro do Brasil durante a pandemia
quarentena inteligente
Pesquisador da Fiocruz Rodrigo Stábeli analisa decisão e projeta futuro do Brasil durante a pandemia

Pesquisador da Fiocruz Rodrigo Stábeli analisa decisão e projeta futuro do Brasil durante a pandemia

O governo paulista anunciou medidas de flexibilização da quarentena, delegando autonomia às cidades para reabertura gradual. Cidades com baixo número de casos e mortes podem acelerar o processo, enquanto outras com situação mais grave, como algumas regiões do país, manterão um ritmo mais lento.

Flexibilização e seus riscos

Apesar da flexibilização, o pesquisador Rodrigues Tabeli, da Fiocruz e professor da Ufscar, alerta que não houve um fim da quarentena, mas sim uma flexibilização gradual. Ele destaca o aumento expressivo de casos e mortes em São Paulo, mesmo com as medidas de abertura. A reabertura se dá por estresse econômico, com o governo federal não oferecendo auxílio suficiente aos estados e municípios. Tabeli cita exemplos de outros países que relaxaram as medidas de quarentena e sofreram retrocessos, alertando para a possibilidade de o mesmo acontecer no Brasil.

A importância da testagem e do comportamento individual

O pesquisador explica que a reabertura considera a capacidade do sistema de saúde e a evolução da epidemia, baseada em internações e óbitos. Ele critica a falta de testagem em massa, que dificulta o controle da proliferação do vírus. A testagem é crucial para uma reabertura segura, permitindo uma taxa de transmissão mais baixa. Tabeli menciona o exemplo de países que conseguiram reabrir com sucesso após atingir uma taxa de transmissão de 0,5, enquanto o Brasil está muito distante desse número. A pesquisa realizada em seu Instagram mostra que 27% das pessoas não voltariam a comprar em lojas na semana seguinte, indicando um impacto econômico negativo na reabertura precipitada. A falta de políticas públicas que garantam a segurança dos trabalhadores e a capacidade do sistema de saúde preocupa o pesquisador.

A necessidade de cautela e consciência coletiva

O pesquisador finaliza alertando para a necessidade de cautela e consciência coletiva. O estado permanece em quarentena, mesmo com a flexibilização. O uso de máscara, a higienização e o tempo reduzido em locais públicos são essenciais. A falta de medidas econômicas efetivas por parte do governo federal agrava a situação, colocando em risco a população e o sistema de saúde. Ele enfatiza que não se trata de uma retomada, mas sim de uma reconstrução, com a necessidade de cautela para evitar um colapso do sistema de saúde e um aumento significativo de mortes. A população deve agir com responsabilidade, evitando aglomerações e seguindo as medidas de segurança.

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