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Governo de SP e setor canavieiro assinam protocolo de boas práticas ambientais

Acabar com a queima da cana-de-açúcar e preservar o solo e as nascentes estão entre as medidas
boas práticas ambientais
Acabar com a queima da cana-de-açúcar e preservar o solo e as nascentes estão entre as medidas

Acabar com a queima da cana-de-açúcar e preservar o solo e as nascentes estão entre as medidas

Protocolo para uma Cana de Açúcar Sustentável

Um protocolo conjunto entre o governo estadual e o setor canaviheiro paulista estabelece metas ambiciosas para a produção de cana de açúcar, com foco na sustentabilidade. O documento, lançado em 2017, prioriza a eliminação da queima da palha, a preservação das matas ciliares e a conservação do solo, além do reúso da água.

Compromissos Ambientais do Setor

De acordo com Jimi Doniaki Jr., gerente jurídico da única união da indústria da cana de açúcar, o plano vai além da recuperação de áreas afetadas, incluindo a preservação do solo e das nascentes. A aceleração da recuperação de áreas de preservação permanente hídricas é um ponto crucial. Doniaki destaca o compromisso do setor com a melhoria ambiental, não apenas por meio do etanol, mas também por meio de práticas agrícolas e industriais sustentáveis. As usinas, previamente consultadas, demonstraram capacidade de se adequar ao acordo.

Resultados e Perspectivas

Entre as metas, além da recuperação de áreas hídricas, estão o aproveitamento de subprodutos da cana, ações de combate a incêndios florestais, uso controlado de agroquímicos e a inscrição de todas as propriedades no CAR (Cadastro Ambiental Rural). Embora o coordenador do Observatório do Agronegócio, Seu Castilho, reconheça o cumprimento de obrigações por parte das indústrias, ele ressalta a necessidade de atenção às condições dos trabalhadores rurais. Entidades ambientalistas também defendem a inclusão de suas vozes nas negociações para garantir acordos efetivamente de interesse público. Em dez anos, o protocolo já demonstra resultados expressivos: 97,5% da área colhida sem queima, redução de 9 milhões de toneladas de gás carbônico e 56 milhões de toneladas de poluentes na atmosfera, além da recuperação de mais de 8 mil nascentes. A redução no consumo de água na indústria atingiu 40%, passando de 1,52 m³ para 0,91 m³ por tonelada de cana processada entre as safras 2010/2011 e 2016/2017.

O protocolo demonstra um avanço significativo na busca por uma produção canavieira mais sustentável, beneficiando o meio ambiente e a sociedade como um todo. A continuidade dos esforços e a participação ativa de todos os envolvidos são fundamentais para assegurar a eficácia das medidas implementadas.

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