Ouça a coluna ‘CBN Multimídia’, com Edmo Bernardes
O Instituto Verificador de Circulação (IVC) é uma entidade crucial no mercado de mídia, responsável por auditar e certificar as métricas de desempenho de veículos impressos e digitais. Recentemente, o IVC ganhou destaque devido a questionamentos sobre investimentos do governo do estado em mídias não credenciadas pelo instituto, levantando discussões sobre a transparência e a ética na alocação de recursos públicos em publicidade.
A Relevância do IVC no Mercado Publicitário
No cenário publicitário brasileiro, o IVC desempenha um papel fundamental ao fornecer dados confiáveis sobre a circulação e a distribuição de jornais e revistas. Assim como o IBOPE é referência na aferição de audiência de rádio e televisão, o IVC é o principal instituto para verificar a tiragem e a circulação de publicações impressas. Essa auditoria independente é essencial para que agências de publicidade e anunciantes tomem decisões informadas sobre onde investir seus recursos, garantindo que a verba publicitária seja direcionada para veículos com alcance comprovado.
Investimentos Governamentais e a Ausência de Aferição
A polêmica em torno dos investimentos do governo do estado em revistas não auditadas pelo IVC levanta sérias questões sobre a lisura e a transparência no uso do dinheiro público. A prática usual é que governos, em todas as esferas, baseiem seus investimentos em publicidade em dados de audiência e circulação aferidos por institutos independentes. A ausência dessa verificação, no caso das revistas em questão, gera suspeitas e questionamentos sobre os critérios utilizados na alocação dos recursos.
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Ética e Moralidade na Publicidade Governamental
O fato de o proprietário das revistas beneficiadas com os investimentos governamentais ser um potencial candidato político, ligado ao partido do governador, agrava ainda mais a situação. Essa proximidade política levanta dúvidas sobre a imparcialidade na destinação dos recursos e a possibilidade de favorecimento indevido. Em um contexto de crise de moralidade no país, atitudes como essa geram desconfiança e alimentam a percepção de que interesses políticos e pessoais podem estar se sobrepondo ao interesse público.
Em um momento em que a sociedade clama por transparência e ética na gestão pública, a conduta do governo do estado no investimento em publicidade levanta questionamentos importantes sobre a necessidade de se priorizar a moralidade e a lisura na alocação de recursos públicos.



