Nogueira criticou decisão, mas disse que irá respeitar; durante coletiva, Prefeito também divulgou novos nomes de secretários
Nesta semana, o governo estadual de São Paulo anunciou novas regras para o funcionamento de comércios no final do ano. De acordo com o Comitê de Saúde, apenas serviços essenciais poderão funcionar entre os dias 25 e 27 de dezembro e 1º a 3 de janeiro. Em Ribeirão Preto, o prefeito Duarte Nogueira se pronunciou sobre o assunto.
Prefeitura de Ribeirão Preto e as novas medidas
O prefeito Duarte Nogueira declarou respeitar a decisão estadual, mas discorda da eficácia de lockdowns de curto prazo. Ele argumenta que estudos e experiências internacionais demonstram que medidas de isolamento intermitentes e curtas não reduzem significativamente o número de casos nem a gravidade da doença. Nogueira citou estudos e a opinião de conselheiros médicos, reforçando que o tamanho da população e a densidade populacional são fatores cruciais para a eficácia de tais medidas. Ele também explicou que, diferentemente de ocasiões anteriores, não recorrerá à justiça contra a decisão estadual, em virtude de uma decisão do Supremo Tribunal Federal que limita o poder dos municípios em relação às restrições impostas pelos estados.
Impacto econômico e reação do setor de serviços
O fechamento temporário dos serviços não essenciais terá um impacto significativo no comércio local, principalmente no setor de turismo e restaurantes. A Convenção e o Bureau de Ribeirão Preto estimam grandes prejuízos, com hotéis cancelando reservas e restaurantes enfrentando perdas financeiras significativas. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) questiona a medida e estuda a possibilidade de entrar com ações judiciais. A entidade calcula um prejuízo de 20% a 30% no faturamento do setor em comparação ao ano passado, mesmo com medidas de contenção já em vigor, como a restrição de horário de funcionamento.
Desafios e perspectivas
A situação demonstra o difícil equilíbrio entre a saúde pública e a economia. A decisão do governo estadual gera controvérsia e preocupações em diversos setores. Enquanto alguns defendem a necessidade de medidas mais rígidas para conter o avanço da pandemia, outros criticam a ineficácia de lockdowns curtos e os impactos negativos na economia. A busca por um consenso entre a preservação da saúde e a manutenção das atividades econômicas continua sendo um grande desafio.



