Licitação de pouco mais de R$ 11 milhões seria para fornecimento de suco de laranja para escolas estaduais
A investigação sobre a Coaf, Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar de Bebedouro, ganha novos contornos. Recentemente, foi revelado que o governo de São Paulo aceitou um documento falso da cooperativa para que esta participasse e vencesse uma licitação de mais de 11 milhões de reais. O contrato visava o fornecimento de suco de laranja para as escolas do estado.
A Falsificação do Documento
Para atender a uma das exigências do edital, a cooperativa teria falsificado um documento de registro na Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp). A Ocesp, por sua vez, informou que a Coaf nunca foi associada à organização.
Investigação do Ministério Público
O Ministério Público está investigando a possível participação de políticos, lobistas e diretores da cooperativa em um esquema de superfaturamento na merenda escolar. A suspeita é de que a fraude tenha ocorrido em mais de 150 prefeituras.
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Delação Premiada e Contestações
O ex-presidente da Coaf, Cássio Chebab, que foi denunciado no esquema, firmou um acordo de delação premiada com a Justiça. O advogado de Chebab, Ralph Tortman Filho, declarou que irá verificar se as assinaturas em nome de seu cliente na época dos fatos não foram falsificadas.
Posicionamento da Secretaria da Educação
A Secretaria da Educação informou que a cooperativa de Bebedouro apresentou um documento com registro em cartório. No entanto, por recomendação da corregedoria do estado, a Coaf está proibida, desde a semana passada, de participar de licitações do governo do estado de São Paulo.
O caso segue em investigação, buscando esclarecer os detalhes do ocorrido e responsabilizar os envolvidos.



