O governo federal criou um grupo de trabalho para discutir a regulamentação de aplicativos de transporte e entrega, tema que deve ganhar forma em um relatório a ser apresentado em até dez dias. A proposta em debate prevê três pontos centrais: remuneração mínima por corrida ou entrega, maior transparência dos algoritmos das plataformas e acesso dos trabalhadores à previdência social, com contribuição majoritária das empresas.
Em análise na CBN Ribeirão, o cientista político Bruno Silva destacou que a iniciativa busca responder a uma demanda antiga da categoria, que reclama da baixa remuneração e das longas jornadas de trabalho. Por outro lado, ele aponta resistência de parte dos trabalhadores, que temem perda de autonomia, aumento de impostos e redução da renda líquida. Para o especialista, o principal desafio do governo é abrir um diálogo efetivo com motoristas e entregadores antes de levar a proposta ao Congresso.
A discussão também envolve o poder das grandes plataformas e o impacto direto da regulamentação nas cidades, como Ribeirão Preto, onde milhares de profissionais dependem desses aplicativos. Segundo Bruno Silva, sem ouvir a base da categoria, qualquer proposta corre o risco de não avançar. A análise completa você confere no áudio da coluna De olho na política, disponível no site da CBN Ribeirão.