Somente a Santa Casa de Sertãozinho perdeu R$ 3 milhões em verba; Conselho de Saúde teme que atendimentos sejam prejudicados
O governo do Estado de São Paulo cancelou convênios com hospitais de 17 cidades da região de Ribeirão Preto, afetando obras e tratamentos de pacientes. A medida causou indignação e preocupações com a qualidade do atendimento à população.
Impacto nos Hospitais
A Santa Casa de Sertãozinho, por exemplo, deixou de receber quase R$ 3 milhões destinados à reforma e ampliação da unidade de emergência. Este recurso era crucial para atender vítimas de acidentes e pacientes com necessidades complexas, como infarto e AVC. Outras cidades da região, como Barretos, Jaboticabal, São Joaquim da Barra, Taquaritinga e Serrana, também foram afetadas, somando mais de R$ 9 milhões em cortes. O Hospital de Amor em Barretos, por exemplo, terá um corte de R$ 5 milhões.
Preocupações com o Atendimento à População
A presidente do Conselho Municipal de Saúde de Sertãozinho, Divina Aparecida Oliveira, expressou preocupação com a qualidade do atendimento, afirmando que a cidade e outras nove cidades agregadas terão dificuldades em manter o padrão de qualidade preconizado pelo SUS. A população demonstra revolta com a situação, considerando a importância e precariedade dos serviços de saúde na região.
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Justificativa do Governo e Consequências
O governo justificou o cancelamento alegando ausência de reserva orçamentária e financeira, necessidade de otimizar recursos e a atual situação econômica do país. A decisão afeta convênios em andamento, exigindo que as prefeituras prestem contas do que já foi gasto e devolvam os recursos não utilizados. José Sebastião dos Santos, médico especialista em gestão em saúde da USP, destaca o comprometimento na prestação de serviços e a piora no atendimento em decorrência da interrupção dos repasses.
O cancelamento dos convênios representa um grande impacto para a saúde da região, afetando diretamente a população e a capacidade dos hospitais em oferecer atendimento adequado. A falta de recursos compromete obras essenciais e o tratamento de pacientes, gerando incertezas sobre o futuro dos serviços de saúde na região.


