Padrasto de Joaquim fugiu para a Europa usando documentos falsos
Desde que foi descoberto usando documentos falsos na Espanha em abril, o padrasto do menino Joaquim permanece preso na Catalunha aguardando extradição.
Extradição Aprovada
A decisão de extraditar Guilherme Longo para o Brasil foi comunicada em Madrid por ministros espanhóis. A alegação é de que o réu deve responder à justiça brasileira. A juíza Isabel Cristina Lomso dos Santos, da 2ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, já recebeu o processo de autorização. Alexandre Durante, advogado do pai biológico de Joaquim, Arthur Pais, afirma que a notícia foi recebida com alívio.
O Processo de Extradição
Embora o governo espanhol tenha acenado positivamente para a extradição, Guilherme Longo pode contestar a decisão. O processo, pelas vias espanholas, pode levar até três anos. Ele terá o direito de se defender e recorrer, o que não impede sua extradição, apenas adia o retorno ao Brasil.
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A Fuga e as Acusações
Longo fugiu do Brasil pela fronteira com o Uruguai com passaporte falso. Ele foi descoberto sete meses depois na Espanha. Há suspeitas de que seus pais o acobertaram financeiramente. O promotor Marcos Tullio Nicolino explica que a fuga impede Longo de responder ao processo de homicídio triplamente qualificado em liberdade. Ele é acusado de matar o enteado Joaquim Pontmarques em 2013 com superdosagem de insulina. Ao retornar ao Brasil, também responderá por uso de documento falso.
A extradição de Guilherme Longo abre caminho para que ele responda pelas acusações no Brasil, incluindo o homicídio de seu enteado e a utilização de documento falso. A defesa de Longo ainda não se manifestou sobre o caso.



