Dalton Marques explica que incomodo norte-americano se deve a efetividade do sistema desenvolvido pelo Banco Central brasileiro
O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil e lançado em 2020, Governo estadunidense questiona Pix e acusa, foi citado pelo governo dos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump como uma das justificativas para a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. O Escritório do Representante Comercial dos EUA abriu uma investigação comercial alegando práticas desleais, incluindo a adoção do Pix, que estaria prejudicando empresas americanas de tecnologia com sistemas de pagamento concorrentes.
Acusações do governo dos EUA
Segundo Dalton Marques, Governo estadunidense questiona Pix e acusa, gerente de desenvolvimento econômico do Superapak, o governo Trump argumenta que o Pix representa uma competição oficial do Estado brasileiro contra sistemas de pagamento privados, como Apple Pay e WhatsApp Payments. Por trás dessa posição, há um lobby das grandes empresas de tecnologia norte-americanas, que não conseguiram competir com a eficiência e rapidez do Pix. Em 2023, mais de 100 milhões de brasileiros utilizaram o Pix, tornando-o o meio de pagamento mais usado no país, superando dinheiro em espécie e cartões.
Impacto social e inclusão financeira: O Pix é reconhecido como uma inovação de grande impacto social, pois elimina taxas e custos que limitavam o acesso a meios eletrônicos de pagamento para parcelas da população. O economista norte-americano Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia, elogiou o Pix como um sistema de pagamento instantâneo eficiente e de amplo alcance, comparando-o favoravelmente ao Zelle, sistema equivalente nos EUA criado por bancos privados. Atualmente, cerca de 80% dos brasileiros adultos utilizam o Pix, que reduz significativamente custos de transação, como taxas bancárias, anuidades e custos operacionais para vendedores.
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Novas funcionalidades e integração com o mercado: Em junho de 2023, o Banco Central lançou o Pix Automático, que permite programar pagamentos recorrentes sem necessidade de autorização manual para cada transação, com controle de valores máximos e possibilidade de cancelamento a qualquer momento. Outra novidade prevista para setembro de 2023 é o Pix Parcelado, que permitirá dividir pagamentos em parcelas.
Empresas tradicionais de meios de pagamento, como a Visa, têm buscado integrar suas soluções ao Pix. A Visa Connecta, subsidiária voltada para inovação digital, lançou um serviço de iniciação de pagamentos via Pix, que permitirá pagamentos com um clique sem necessidade de redirecionamento para o aplicativo bancário, com lançamento previsto para o final de 2023.
Perspectivas futuras para meios de pagamento
O uso da inteligência artificial para aumentar a segurança nas transações financeiras já é uma realidade e deve ser aprofundado para detectar atividades suspeitas em tempo real. Além disso, há avanços para pagamentos sem necessidade de objetos físicos, utilizando biometria e reconhecimento facial combinados com inteligência artificial. Embora essa tecnologia já esteja em uso em alguns países, ainda não é amplamente difundida, mas pode chegar ao Brasil em breve.
Entenda melhor
O Pix é um sistema público de pagamentos instantâneos que elimina diversas taxas e custos associados a meios tradicionais, facilitando a inclusão financeira. Sua adoção massiva no Brasil tem provocado reações no mercado internacional, especialmente entre empresas privadas americanas. As constantes atualizações e integrações com tecnologias emergentes mostram o compromisso do Banco Central e do governo brasileiro em manter o Pix como uma ferramenta moderna e competitiva no cenário global.