Governo estuda tributar crédito do agronegócio e encarece recursos para produtores
Em uma conversa descontraída na CBN Agronegócio, o professor José Carlos Lima Jr. compartilhou suas memórias de infância, lembrando com carinho de suas professoras do primário, Dona Maria Cecília e Dona Maria Helena, que o marcaram profundamente. Essa recordação serve como um lembrete da importância dos educadores em nossas vidas, abrindo nossos olhos para o mundo e nos apaixonando por novos temas.
O Crédito como Elo Vital no Agronegócio
A discussão logo se voltou para o agronegócio e a importância do crédito para o setor. Lima Jr. explicou que o crédito funciona como uma “cola” no fluxo de caixa do produtor rural, que precisa investir antes de colher os frutos da venda de sua produção. Esse descasamento entre investimento e receita torna o crédito essencial para a saúde financeira do produtor.
Plano Safra e a Necessidade de Recursos Livres
O Plano Safra, principal política pública de financiamento do setor, tem se mostrado insuficiente para atender à crescente demanda do agronegócio. Com recursos controlados (subsidiados pelo governo) limitados, as instituições financeiras precisam recorrer a recursos livres, como LCA e CRA, para complementar o financiamento da produção agrícola. É nesse contexto que surge o debate sobre a possível taxação desses recursos, levantada pelo governo.
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Taxação e o Impacto no Setor
A taxação das letras de crédito do agronegócio (LCA) e dos certificados de recebíveis do agro (CRA) pode ter um impacto significativo no setor, já que esses instrumentos são importantes fontes de recursos para o financiamento da produção. Com a taxa de juros já elevada e o valor disponibilizado aquém das necessidades do agronegócio, a taxação pode dificultar ainda mais o acesso ao crédito e comprometer o crescimento do setor.
Diante desse cenário, é crucial buscar alternativas que garantam o acesso ao crédito de forma sustentável, impulsionando o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.