Produtos ultraprocessados, como bolachas recheadas, são substituídas por hortifrútis; economista diz que preço não deve subir
O governo federal publicou na última semana um decreto que altera a composição da cesta básica, incluindo mais alimentos naturais e reduzindo itens ultraprocessados. A medida, segundo o texto oficial, tem como objetivo incentivar o consumo de produtos in natura e promover mudança nos hábitos alimentares da população.
Mudanças na composição
O novo regulamento retira da lista itens ultraprocessados, como biscoitos recheados, e amplia a presença de frutas, verduras e legumes. Consumidores que já adotam esse padrão, como dona Margarida Fávero, relatam preferência por compras semanais na feira, com hortaliças frescas que, além de nutritivas, costumam ser mais econômicas quando compradas em quantidade.
Impactos para a saúde
Especialistas apontam benefícios nutricionais associados à mudança. O médico funcional Lucas Lima explica que alimentos in natura e minimamente processados sofrem pouca interferência industrial, ao contrário dos processados e ultraprocessados, que recebem adição de açúcar, sal, óleos, conservantes e corantes. A redução do consumo desses produtos é vista como positiva para a saúde pública.
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Tributação e preço da cesta
Segundo o professor de economia da USP Edgar Montfort Merlo, os produtos incluídos na cesta básica passam a ter carga tributária menor, o que deve amortecer eventuais aumentos de preço decorrentes de maior demanda. Na avaliação do professor, a redução de tributos tende a limitar a transferência de custos ao consumidor, beneficiando especialmente famílias de baixa renda.
Consumidores e especialistas enxergam a mudança como um passo que pode melhorar a qualidade da alimentação das famílias sem elevar de forma significativa o custo final da cesta básica.



