Moradores da cidade e funcionários da empresa esperam melhorias após as mudanças
O governo federal anunciou a privatização de 57 bens, incluindo a Usina de Jaguará, localizada em Rifanha, região de Ribeirão Preto. A notícia gerou expectativas na cidade.
Impacto na cidade
Moradores esperam melhorias com a privatização. Funcionários da usina, incluindo aqueles que trabalham diretamente para a Cemig e terceirizados, demonstram otimismo, apesar das incertezas.
Privatização e seus desdobramentos
A usina, às margens do Rio Grande e administrada pela Cemig, teve sua concessão encerrada em 2022. O leilão está previsto para 27 de setembro, com empresas já demonstrando interesse. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) acompanhou visitas de empresários interessados nas usinas. Entretanto, a privatização gera polêmica. O diretor da Cinel de Minas, Wellington de Almeida, aponta que o sindicato acredita que a transação beneficia apenas o governo e empresários, prevendo aumento na tarifa de energia.
Leia também
- Usina hidrelétrica do Jaguará diminuirá leito do Rio Grande para avaliação técnica em ponte
- Fechamento da usina santa elisa: Raízen anuncia paralisação por tempo indeterminado das atividades da Usina Santa Elisa
- Suspensão das atividades usina santa elisa: Usina Santa Elisa tem atividades suspensas e ao menos 1.200 funcionários são impactados
Eficiência e perspectivas futuras
Claudio Ribeiro Lucinda, professor da USP e especialista em energia e regulação, argumenta que a privatização pode aumentar a eficiência da usina. Ele destaca que empresas privadas, historicamente, apresentam maiores ganhos de produtividade. A Usina de Jaguará, inaugurada em 1971, possui capacidade instalada de 424 megawatts e é uma das seis grandes hidrelétricas da região, juntamente com Mascarenhas de Moraes, Estreito e Garapava, Volta Grande e Porto Colômbia. A privatização representa uma oportunidade para a usina e seus funcionários, com a possibilidade de aumento na produtividade e melhorias para a cidade de Rifanha.



