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Governo Federal atinge maior faturamento para o mês de março em 30 anos

Foram R$ 190,6 bilhões no período e R$ 660 bilhões no primeiro trimestre; quem analisa os números é Nelson Rocha Augusto
Faturamento governo federal
Foram R$ 190,6 bilhões no período e R$ 660 bilhões no primeiro trimestre; quem analisa os números é Nelson Rocha Augusto

Foram R$ 190,6 bilhões no período e R$ 660 bilhões no primeiro trimestre; quem analisa os números é Nelson Rocha Augusto

A arrecadação do governo federal em março atingiu R$ 190 bilhões, o maior valor da série histórica, com crescimento real de mais de 7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Apesar da desaceleração em comparação aos meses de janeiro e fevereiro (com crescimento na casa dos 12-13%), o primeiro trimestre mostra resultados positivos na receita.

Receita em alta: fatores contribuintes

Diversos fatores contribuíram para esse cenário positivo. O aumento da massa salarial e o bom desempenho das empresas impulsionaram a arrecadação. A volta de tributos anteriormente reduzidos ou anulados, como os impostos sobre combustíveis, também teve impacto. Por fim, o recebimento da última parcela dos chamados “fundos exclusivos dos ricos” contribuiu para o resultado expressivo.

Reforma Tributária: avanços e desafios

O governo entregou ao Congresso Nacional as leis complementares da reforma tributária, que visa modernizar os impostos de consumo no Brasil. A proposta baseia-se no conceito de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), utilizado em mais de 170 países. A reforma simplifica a tributação, tornando-a mais fácil de entender e acompanhar, embora algumas atividades sejam mais ou menos oneradas em função da nova estrutura. A alíquota média proposta é de 26,5%, considerada alta em comparação internacional, e está sujeita a ajustes no Congresso.

Implicações e perspectivas

A discussão da reforma no Congresso envolve pressão de diversos setores para redução de tributos. Espera-se que a alíquota final fique em torno de 25%, mas a aprovação da reforma ainda este ano é crucial. A modernização tributária deve trazer benefícios como aumento da eficiência econômica, fim da guerra fiscal e redução do contencioso tributário (estimado em 90% a menos), desobstruindo o judiciário e impulsionando o PIB em 4 a 5% nos próximos anos.

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