Depósitos em março e junho devem beneficiar mais de 12 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário; entenda
O governo federal começará a liberar, a partir de amanhã, o saldo retido do FGTS de trabalhadores demitidos entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2025 que optaram pelo saque-aniversário. Serão disponibilizados R$ 12 bilhões para cerca de 12,2 milhões de trabalhadores.
Impacto na vida do trabalhador
Para muitos trabalhadores que perderam o emprego e o acesso a esses recursos, a liberação representa uma ajuda significativa para quitar dívidas com juros altos, organizar as finanças ou realizar investimentos com maior retorno que o rendimento do FGTS (que fica em torno de 3%). A economista Paula Velho destaca a importância de um uso racional do dinheiro, evitando gastos impulsivos que possam comprometer o orçamento futuro.
Análise econômica
A injeção de R$ 12 bilhões na economia terá impacto na renda disponível e no consumo, mas parte desse ganho pode ser perdida com a inflação. A economista compara as opções de aplicação do dinheiro, sugerindo a poupança como alternativa, em alguns casos, por render mais que o FGTS. Entretanto, ressalta-se a necessidade de disciplina financeira para evitar o desperdício do recurso.
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Considerações finais
A liberação do FGTS retido é uma oportunidade para muitos trabalhadores, mas exige planejamento e responsabilidade. A decisão de sacar ou não deve ser tomada com base na situação financeira individual, considerando a possibilidade de investimentos mais rentáveis ou o pagamento de dívidas com juros elevados. A falta de planejamento pode levar ao desperdício do recurso, comprometendo o futuro financeiro do trabalhador. Para quem está empregado, a recomendação é a mesma: avaliar cuidadosamente se o saque se justifica diante de outras opções de investimento ou pagamento de dívidas.



