Imunizante foi protocolado na última quinta-feira (25) na Anvisa para dar início aos testes clínicos em humanos
O Brasil avança na corrida pela produção de vacinas nacionais contra a Covid-19. Duas iniciativas distintas, uma financiada pelo governo estadual de São Paulo (Butanvac) e outra pelo governo federal (Véssamoony), estão em diferentes etapas de desenvolvimento, gerando expectativas e acirrando o debate sobre a soberania vacinal do país.
Vacina Véssamoony: Resultados Promissores
Desenvolvida em Ribeirão Preto por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP, em parceria com a startup Farmacor e uma empresa norte-americana, a Véssamoony demonstrou resultados positivos em testes pré-clínicos. Segundo Helena Facioli, presidente da Farmacor, a vacina ativou o sistema imunológico e apresentou eficácia na neutralização do vírus em animais. O pedido para iniciar as fases 1 e 2 dos testes clínicos em humanos já foi aprovado pela Anvisa, com a expectativa de produção e distribuição em até um ano.
Financiamento e Desenvolvimento
A Véssamoony é financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Seu desenvolvimento, coordenado pelo pesquisador Sérgio Lopes da Silva, avança rapidamente após a conclusão dos testes pré-clínicos, que comprovaram a segurança e a eficácia do imunizante. A empresa já possui um pacote de dados robusto, indicando uma vacina segura, eficaz e com potencial de proteção a longo prazo.
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Diversidade de Imunizantes: Um Ganho para o País
A existência de diferentes projetos de vacinas nacionais, como a Butanvac e a Véssamoony, representa um avanço significativo para a saúde pública brasileira. A diversidade de imunizantes garante maior segurança e flexibilidade no enfrentamento de futuras pandemias, além de fortalecer a capacidade científica e tecnológica do país.



